"Nenhum de nós pode ter medo de discutir a ética", diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou duramente nesta sexta-feira, 11, seus adversários do PSDB e do PFL e exortou seus aliados do PT, PC do B, PSB e PRB, partidos que o apóiam, a não ter medo de debater os casos de corrupção surgidos em seu governo. "Estamos numa eleição, mas nossos adversários estão tratando isso como guerra", afirmou o presidente. "Eles vão vir com a historinha da ética. Nenhum de nós pode ter medo de discutir a ética", afirmou o presidente.Segundo ele, os escândalos referem-se a esquemas que existem no País há muitos anos e agora estão aparecendo devido à ação do governo federal. Lula afirmou ainda que os erros que aconteceram devem ser reconhecidos e atribuiu os ataques da oposição ao campo ético ao clima eleitoral.Ele cumprimentou publicamente o presidente do PSB, Roberto Amaral, a quem chamou para o seu lado, por ter defendido os socialistas das acusações de envolvimento com o escândalo das sanguessugas. "O que não podemos aceitar é levar desaforo para casa. Se erramos, vamos reconhecer os nossos erros", disse Lula, ao lado de Benedita da Silva e do candidato petista ao governo do Estado, Vladimir Palmeira. O presidente comparou o trabalho de seu governo no combate à corrupção a uma faxina. "Não tenho medo de debater. Quem está tirando o lixo que eles deixaram sob o tapete somos nós. As sanguessugas começaram lá trás. Estamos fazendo como uma dona-de-casa que limpa". Lula afirmou que está disputando o segundo mandato, apesar de ser contra a reelição, porque as circunstâncias o obrigam. Ele disse que a obra que iniciou precisa ser terminada. "O que mais apavora os meus adversários é que na crise política que criaram, quando imaginaram que tudo estava acabado, descobriram que tinha uma coisa chamada povo".O presidente disse que o PFL e o PSDB farão de tudo o que for para prejudicá-lo. "Eles pensam que, porque governam esse país há 500 anos, há séculos, porque tiraram diploma universitário, sabem mais do que um metalúrgico", discursou. O presidente, ao sair, surpreendeu a segurança e abraçou eleitores provocando tumulto.

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