Nenhum dos detidos mora na cidade; imagens podem apontar responsáveis

Dos 13 detidos, todos homens, dois são menores de idade e nenhum vive na Praia Grande: 8 moram na capital paulista, 4 em Campinas e 1 em Jundiaí. Revoltados, parentes de 4 dos 13 detidos afirmam que os jovens não vandalizaram nada e estavam apenas no meio da multidão. "Eles só saem com a família, não são meninos de balada ou baderna", disse a secretária e estudante de Direito Ana Maria Brasil, que mora na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.Seu sobrinho, o estudante de Enfermagem Paulo Tadeu, de 20 anos, foi detido juntamente com o irmão, de 17 anos, e dois colegas, quando voltava para o apartamento da sua família, na Praia da Aviação. "A gente estava fugindo do tumulto quando a polícia chegou. Apontaram uma arma para a cabeça do meu amigo e nos fizeram ajoelhar. Tentamos falar que não tínhamos nada a ver, mas não adiantou", disse o jovem, afirmando que os policiais utilizaram muita violência e passaram duas horas no camburão, antes de ser levados à delegacia.A família estuda processar o Estado pela suposta violência, mas afirma que não deixará de frequentar Praia Grande por causa da ocorrência, dizendo que a cidade é hospitaleira e a culpa foi da Polícia Militar. "Estamos sem dormir e há sete horas sem comer. Nem nos deram água. Depois vamos pensar no que fazer", disse o auxiliar de Contabilidade Marco Antonio Bollito, de 19 anos, que estava no grupo de detidos.Somente por meio das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento da orla, já cedidas pela prefeitura, será possível definir os culpados e saber se houve excessos da PM.

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