Nenhuma hipótese será descartada no caso AfroReggae, diz PM

Policiais cariocas envolvidos estão sendo investigados; 'não podemos abandonar as questões penais e militares'

Central de Notícias,

23 de outubro de 2009 | 15h56

O comandante da Polícia Militar do Rio, Mário Sérgio Duarte, disse, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 23, que a polícia trabalha com todas as considerações possíveis na investigação da morte do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva. Ele afirmou que todos os policiais militares que participaram da ocorrência estão naturalmente envolvidos na investigação.

 

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Os policiais são suspeitos de omissão na morte de Evandro, assassinado na madrugada de domingo após um assalto. Os agentes ainda roubaram os pertences da vítima levados pelos criminosos, que não foram presos. "Nós não podemos afastar hipótese alguma. A PM está auxiliando e prestando todos os esforços para ajudar na investigação do crime."

 

"Vamos considerar a hipótese de que eles tivessem apenas passado, não tivessem visto. Mas de qualquer forma houve uma abordagem e isso nós temos que investigar o motivo do material não ter sido apreendido. Por que não foi trazido para a situação? Já que nós tínhamos uma pessoa baleada, caída, sem o tênis. Havia uma conexão de proximidade, de tempo, as coisas aconteciam, em questão de segundos, de minutos, não era tão difícil fazer todos esses nexos", disse o comandante.

 

Ainda segundo Duarte, as coisas estavam condensadas no tempo e no espaço. Não era difícil de ser investigado. "Por isso a gente leva em consideração as questões disciplinares, porque temos força para fazer isso, mas por outro lado, não podemos abandonar as questões penais e militares que envolvem o caso."

 

O comandante ressaltou ainda que tudo será investigado. "Todos os policiais militares presentes na ocorrência serão investigado, mas temos que individualizar a situação de cada um. Não temos o número total de policiais. Mas pelo menos mais duas guarnições podem estar envolvidas. Cada viatura é ocupada por no máximo cinco homens e os carros são monitorados por GPS."

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