"Nesses conflitos com a polícia, a gente sabe que morre inocente", diz mãe

A comerciante Edna Santos Pereira, 39 anos, acredita que seu filho tenha sido injustamente assassinado pela Guarda Civil Municipal de Cotia. Caio Santos, 17 anos, o filho de Edna, foi morto num suposto confronto com os GCMs na noite de segunda-feira. Segundo a Guarda, ele teria participado do ataque a uma agência da Nossa Caixa na cidade. Outros duas pessoas que teriam praticado o ataque foram presas."Tenho certeza que meu filho era inocente", afirma a mãe, que passou toda a madrugada no 1º DP de Cotia, onde a morte de Caio foi registrado. "Ele nunca esteve no crime, apenas costumava fumar maconha. Só isso. Ontem saiu para ver a namorada e me pediu o carro emprestado. Um amigo, maior de idade, iria dirigindo o meu Chevette." Edna lamenta a despedida. "Foi a última vez que eu o vi", diz a mãe. "Depois, só morto, com um tiro na cabeça, sinais de tortura: o corpo cheio de terra, como se tivesse sido arrastado. Nesses confrontos com a polícia, a gente sabe que morre inocente. Meu filho foi um desses: ele era honesto, estudava, estava no 8ª série e, à tarde, me ajudava no fliperama." A Guarda dá outra versão sobre o caso. De acordo com corporação, Caio e os outros homens foram perseguidos logo depois do ataque à agência. O Chevette, onde estavam os três bateu, e o adolescente teria descido atirando. Conforme a guarda, ele acabou baleado e morto no revide.

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