Nevoeiro atinge região de Cumbica e aeroporto é fechado

Pelo menos 40 decolagens de 11 companhias tiveram problemas na madrugada

Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h29

Um forte nevoeiro fechou por mais de seis horas o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. As atividades foram interrompidas das 22h30 de segunda às 5 horas desta terça-feira, quando apenas as decolagens foram retomadas. Durante a madrugada, pelo menos 40 decolagens de 11 companhias tiveram problemas, segundo os painéis do aeroporto. Dessas, 20 internacionais foram remarcadas para até 15 horas depois, como duas da American Airlines para Miami, nos Estados Unidos. Marcados para as 22h45 de segunda-feira, a previsão é de que os vôos decolem apenas às 14 horas desta terça. O saguão do aeroporto ficou lotado durante toda a madrugada. Havia filas para remarcar passagens, pegar táxi - o que chegava a demorar até duas horas - e até mesmo usar os elevadores. Cenas que já se tornaram comuns voltaram a se repetir: pessoas dormindo no chão ou nas cadeiras, das quais várias crianças. O clima geral, desta vez, era mais tranqüilo, pois os passageiros entendiam que havia risco de voar com tanta neblina. Alguns, no entanto, ficaram desesperados. Um grupo, por exemplo, só saiu de um avião depois da chegada da Polícia Federal. O vôo 3324 da TAM, com destino a Fortaleza, no Ceará, deveria ter decolado às 20h45 de segunda-feira, mas não havia previsão de quando deixaria São Paulo. Os passageiros reclamavam muito da falta de informações. "A gente entende o que está acontecendo, mas ninguém deu nenhuma informação. Falam apenas que o vôo está anulado, sem previsão, mas não dizem nem que é problema meteorológico", contou Diane Moreira, de 35 anos, que viajaria pela TAM às 3h30 para Salvador em férias com o marido, Manoel Cordeiro, de 43, e os dois filhos, de 5 e 2 anos. "O pior são as crianças, que reclamam, pedem para ir para casa e falam que estão com medo." Durante a madrugada, vários pousos foram transferidos para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 95 quilômetros da Capital. A Infraero, no entanto, não divulgou nenhuma informação oficial.

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