Nilmário pede impugnação da candidatura de Aécio

A coligação "A Forçado Povo", encabeçada pelo candidato a governador, Nilmário Miranda (PT), entrou com uma ação de investigação judicial no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) solicitando a impugnação do registro da candidatura à reeleição do governador Aécio Neves (PSDB), e de seu candidato a vice, Antônio Augusto Anastasia (PSDB). A assessoria jurídica da coligação pede a apuração de três supostas condutas irregulares cometidas por Aécio: a "promessa de reajuste salarial para o funcionalismo vinculado à arrecadação do ICMS"; a "realização indevida de ato político" no Palácio das Mangabeiras e a utilização dos portais eletrônicos do governo do Estado em benefício da candidatura do governador. O "ato político irregular", de acordo com a oposição, ocorreu no último dia 27, quando Aécio se reuniu, no Palácio das Mangabeiras - residência oficial do governador -, com 30 prefeitos da região metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, teria prometido o aumento para o funcionalismo. A assessoria jurídica da coligação "Minas não pode parar" divulgou nota rebatendo as acusações e comparando-as com ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. De acordo com o comunicado, a lei assegura ao governador "o mesmo direito concedido ao presidente da República de uso da residência oficial para reuniões de natureza política durante o período eleitoral, independentemente de horário". Conforme a nota, a Agência Minas (portal de comunicação do governo estadual) permaneceu fora do ar de 1º de julho a 19 de julho, quando foi reativada "obedecendo aos mesmos critérios adotados pela Radiobrás/Agência Brasil". Também adotou como regra adicional não citar o nome do governador no noticiário de governo. Sobre o reajuste a servidores públicos, disse que trata-se de projeto de lei que foi enviado à Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o que não significa anúncio de aumento.A ação foi ajuizada na última segunda-feira. De acordo com o TRE, o processo está em fase de apreciação pelo desembargador Nilo Schalchaer Ventura. Os envolvidos ainda serão notificados e não há prazo para uma decisão a respeito do pedido de impugnação.

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