'Ninguém vai me dizer a hora de sair', diz Zuanazzi

Presidente da Anac culpa controladores por oito meses de problemas durante a crise aérea

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

04 Setembro 2007 | 18h33

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, reafirmou, nesta terça-feira, que não pretende renunciar ao cargo, apesar das pressões contra sua permanência. "Ninguém vai me enxovalhar, ninguém vai dizer a hora em que eu tenho que sair, se eu tenho um mandato", afirmou.   Na reunião desta terça-feira do Conselho Nacional de Turismo, em Brasília, ele lembrou que tem um mandato a cumprir (por lei, ele não pode ser demitido), mas fez a ressalva de que não pretende ser um obstáculo à implantação de medidas de reestruturação do setor aéreo.  "Não sou um empecilho e não estou ali (na presidência) para atrapalhar a vida do governo nem do Ministério (da Defesa)."   Ao comentar o anunciado objetivo do programa "Viaja Mais", formalizado para incentivar o turismo interno, Zuanazzi afirmou que o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, não é inseguro, e sim limitado. "Dizer que Congonhas é inseguro é uma heresia. Se fosse inseguro, não poderia pousar nenhum avião, e não este ou aquele tipo de aeronave", afirmou.   Culpa é dos controladores   Zuanazzi também afirmou que os controladores de vôo são os responsáveis pelos atrasos e cancelamentos sistemáticos nos aeroportos do País. Segundo ele, os problemas se concentraram num período de oito meses entre a queda do Boeing da Gol, em 29 de setembro do ano passado, e o dia 22 de junho. "O acidente levou a um movimento (de paralisação) dos controladores de vôo que durou até 22 de junho. Oito meses. Oito meses e 24 dias. Por isso, o que se chamou de 'apagão aéreo' tem nome, endereço e responsáveis", afirmou Zuanazzi, em referência aos controladores.   No dia 22 de junho, o Comando da Aeronáutica anunciou medidas para o controle de tráfego aéreo, como o afastamento de 14 controladores de vôo do 1º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), de Brasília, acusados de comandar movimento de paralisação da categoria.

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