Niterói decreta calamidade pública; resgate deve levar duas semanas

Chances de achar sobreviventes no Morro do Bumba, onde ao menos 13 morreram, são remotas

estadão.com.br

08 de abril de 2010 | 18h55

 

RIO - A Defesa Civil de Niterói interditou 60 casas na tarde desta quinta-feira, 8, no Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, na zona norte da cidade. As construções estão localizadas no entorno do local onde um deslizamento de terra matou ao menos 13 pessoas. A decisão foi tomada após técnicos do órgão vistoriarem a região. Aproximadamente 3 mil moradores do Morro estão desabrigadas. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, decretou estado de calamidade pública no município.

 

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O Corpo de Bombeiros resgatou outras 89 pessoas depois do deslizamento. Os feridos foram levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima. Desde terça-feira, 182 pessoas já morreram em decorrência das chuvas, segundo o Corpo de Bombeiros. Somente em Niterói são 107 vítimas; na capital, 55; em São Gonçalo, 16. Magé, Nilópolis, Paracambi e Petrópolis registraram um morto cada.

 

As chances de encontrar sobreviventes no Morro do Bumba são remotas. Mas a operação de resgate é dificultada pelas próprias características do lugar. A terra desceu por cerca de 600 metros. A expectativa é que o resgate dos corpos demore no mínimo duas semanas.

 

A favela cresceu ao longo dos últimos 30 anos num terreno onde há 50 anos funcionava um lixão. Foi a pior catástrofe relacionada à ocupação desordenada nesta tragédia das chuvas. "Foi muito rápido. As pessoas não tiveram muito tempo para reagir. O que ocorreu foi uma avalanche", disse o subcomandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel José Paulo Miranda de Queiroz.

 

(Reportagem de Priscila Trindade, da Central de Notícias, e sucursal do Rio)

 

Texto atualizado às 20h50.

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