No 1º dia das medidas contra lentidão, nenhuma mudança nas ruas de SP

Prefeitura alega que ainda está mobilizando equipes para que as 4 obras prometidas para ontem comecem

Camilla Rigi, Bárbara Souza e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2008 | 00h00

As obras para melhorar o trânsito em São Paulo deveriam começar ontem em quatro pontos da cidade - na Avenida Teotônio Villela, nos Terminais Varginha e Bandeira e no encontro das Avenidas Ipiranga e Consolação -, mas nenhuma mudança foi vista nas ruas. Ocorreu apenas a instalação definitiva do corredor de ônibus da Rua Clélia, na Lapa, zona oeste, que já estava em teste desde o fim de 2007. "Evidentemente no primeiro dia não começa a obra. Há pequenos projetos e constituição de equipes. Você tem uma demanda inicial para que se possa preparar o início, mas foi dada a definição na semana passada", justificou o prefeito Gilberto Kassab. Na quarta-feira, a Prefeitura divulgou um pacote de medidas para o setor, que incluía a restrição de estacionamento em 17 ruas da cidade - que só deve começar a funcionar em 15 dias -, a divulgação de 175 rotas alternativas e 19 obras em corredores de ônibus.Depois do feriado prolongado, a única mudança visível para o paulistano foi a barreira de cavaletes, colocados na quinta-feira, num trecho sem saída na altura do número 120 da Avenida Ipiranga, no encontro com a Rua da Consolação, no centro. Ali deverá ser feita uma adequação para que os ônibus que circulam pela direita na Ipiranga não tenham de cruzar toda a pista até o lado esquerdo quando entrarem na Consolação. Os semáforos também devem ser ajustados, embora permanecessem ontem fora de sincronia.Já em dois pontos da Avenida Teotônio Vilela, na zona sul, nenhum sinal de obras. "A gente sabe que vai ter alguma coisa porque foi falado na TV, mas ainda não vi mexerem em nada", diz o vendedor ambulante José Antônio dos Santos. Ele trabalha o dia todo ao lado do Terminal Varginha, no cruzamento da Rua Paulo Guilguer com a Avenida Teotônio Vilela, onde a Prefeitura deve mexer nas ruas para facilitar o acesso dos ônibus. A outra obra na avenida, perto do cruzamento com a Avenida Rodrigues Villares, consiste na inversão das paradas de ônibus - que não foi feita.Segundo a Secretaria Municipal de Transportes , a obra se inicia no momento em que se dá a ordem de serviço - no caso, na semana passada. A empresa contratada, de acordo com a Prefeitura, deve fazer o planejamento necessário antes de partir para o canteiro de obras. Por isso, ainda não haveria movimentação nas ruas. RESULTADOS A secretaria informou, no fim da tarde, que o tempo de viagem na Rua Clélia caiu de 40 a 45 minutos para 6 a 8 minutos com a instalação de um corredor de ônibus. Das 6 às 11 e das 16 às 20 horas, uma das faixas do lado esquerdo da Clélia, entre a Praça Cornélia e a Avenida Pompéia, ficou exclusiva para ônibus. "Só para passar para a faixa da direita eu levava de 15 a 30 minutos", diz o motorista Hélio Pereira, de 53 anos. "Hoje não tive esse problema." Kassab também comemorou os resultados. "Mostram que as ações de curto prazo são importantíssimas."Ontem, a capital paulista registrou um pico de lentidão de 136 quilômetros, às 9 horas. À tarde, às 19 horas, foram registrados 108 quilômetros de lentidão - bem abaixo do recorde deste ano, de 221 quilômetros, registrado às 19 horas do dia 13.

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