No 1º dia de inscrição, 30 mil tentam emprego de gari no Rio

Policiais do Batalhão de Choque do Rio usaram bombas de efeito moral para conter nesta segunda-feira os candidatos a gari que tentaram invadir o sambódromo, local das inscrições para o concurso. Houve correria e três pessoas foram socorridas com queimaduras e escoriações. Segundo a PM, a promessa de salário de R$ 280, que pode chegar a R$ 600 com benefícios, atraiu 30 mil pessoas no primeiro dia das inscrições. Hoje foram atendidos apenas os candidatos com nomes começam com as letras A e B. Os aprovados formarão o banco de reposição da companhia de limpeza urbana do município, a Comlurb. Os candidatos começaram a formar fila na tarde de sábado. Muitos chegaram com cadeiras de praia, colchonetes e até barraca para acampar. Os próprios concorrentes organizaram a fila, que hoje dava voltas em dois quarteirões, e distribuíram senhas. Quando os portões foram abertos, um guarda municipal orientou os candidatos a formarem fila em outro ponto. Começou então a correria. "Quem estava no fim da fila entrou junto com as pessoas que estavam desde sábado. Foi uma confusão. Fiquei prensada no meio da multidão", reclamou a desempregada Andréa Alves do Nascimento, de 28 anos. O pedreiro desempregado José Roberto Lima, de 21 anos, que estava na fila desde a noite de sábado, ficou revoltado. "Trataram a gente como se todo mundo fosse criminoso. Na verdade, é só um monte de gente precisada", disse. O prefeito Cesar Maia atribuiu a "coisas da conjuntura" o elevado número de candidatos a gari. O prefeito não respondeu quando foi questionado se houve desorganização por parte da empresa. O gerente de gestão de pessoas da Comlurb, Rafael Lerner, disse que a correria foi desnecessária porque todos seriam inscritos.

Agencia Estado,

23 Junho 2003 | 17h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.