Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

No 1º dia de inscrição, 30 mil tentam emprego de gari no Rio

Policiais do Batalhão de Choque do Rio usaram bombas de efeito moral para conter nesta segunda-feira os candidatos a gari que tentaram invadir o sambódromo, local das inscrições para o concurso. Houve correria e três pessoas foram socorridas com queimaduras e escoriações. Segundo a PM, a promessa de salário de R$ 280, que pode chegar a R$ 600 com benefícios, atraiu 30 mil pessoas no primeiro dia das inscrições. Hoje foram atendidos apenas os candidatos com nomes começam com as letras A e B. Os aprovados formarão o banco de reposição da companhia de limpeza urbana do município, a Comlurb.Os candidatos começaram a formar fila na tarde de sábado. Muitos chegaram com cadeiras de praia, colchonetes e até barraca para acampar. Os próprios concorrentes organizaram a fila, que hoje dava voltas em dois quarteirões, e distribuíram senhas. Quando os portões foram abertos, um guarda municipal orientou os candidatos a formarem fila em outro ponto. Começou então a correria."Quem estava no fim da fila entrou junto com as pessoas que estavam desde sábado. Foi uma confusão. Fiquei prensada no meio da multidão", reclamou a desempregada Andréa Alves do Nascimento, de 28 anos. O pedreiro desempregado José Roberto Lima, de 21 anos, que estava na fila desde a noite de sábado, ficou revoltado. "Trataram a gente como se todo mundo fosse criminoso. Na verdade, é só um monte de gente precisada", disse.O prefeito Cesar Maia atribuiu a "coisas da conjuntura" o elevado número de candidatos a gari. O prefeito não respondeu quando foi questionado se houve desorganização por parte da empresa. O gerente de gestão de pessoas da Comlurb, Rafael Lerner, disse que a correria foi desnecessária porque todos seriam inscritos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.