No 6º dia de greve, 6,4 milhões de entregas atrasadas só em SP

Consumidores devem ficar atentos às contas que estão para vencer e acertar nova data de pagamento

18 Setembro 2007 | 10h11

A greve dos Correios entra nesta terça-feira, 18, em seu sexto dia e prejudica cerca de 6 milhões de cartas somente na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista, no interior, seriam mais 400 mil entregas atrasadas. Diariamente, os Correios distribuem cerca de 32 milhões de objetos e cartas em todo o País. Com isso, até segunda-feira, 18 milhões de entregas deixaram de ser feitas desde o início da paralisação, que começou na quinta-feira, 13.   De acordo com a empresa, apesar de o número chamar a atenção, se a greve acabar nesta terça, a situação voltará ao normal rapidamente. No entanto, se os funcionários decidirem manter a paralisação, a tendência é aumentar gradativamente o acúmulo das cartas.   O Sedex 10 e Sedex Hoje, entregues até as 10 horas e no mesmo dia, respectivamente, continuam suspensos. Já o Sedex tradicional funciona normalmente. Em caráter de emergência, a empresa contratou no sábado 800 funcionários temporários para tentar atender à demanda de 24 milhões de objetos postais processados por dia no Estado.   Contas   Devido à greve, contas e boletos deixaram de ser entregues. O consumidor deve ficar atento às contas que estão para vencer nos próximos dias. Caso os boletos ainda não tenham sido entregues pelos Correios, a pessoa precisa procurar a empresa para acertar uma nova forma pagamento.   Segundo o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), diante do quadro de greve dos Correios, as empresas que enviam as cobranças por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento e que seja viável para cada consumidor (internet, fax, sede da empresa, depósito bancário entre outras). Devem, ainda, divulgar amplamente as alternativas disponíveis, informou o órgão.   Já quem usou os serviços dos Correios e não foi atendido na forma contratada deve negociar eventual ressarcimento ou abatimento do valor pago. Não havendo solução, o contratante deve procurar um órgão de defesa do consumidor. Já o correntista que aguarda cartões bancários ou outros documentos deve procurar sua agência.   Impasse   A estatal oferece reajuste de 3,74% mais vale-refeição extra em dezembro e promete recorrer nesta terça ao Tribunal Superior do Trabalho caso os grevistas não ponham fim à paralisação. Na segunda, a estatal apresentou uma proposta que avança em questões como auxílio-creche e assistência médica.   O impasse está no reajuste salarial: o governo oferece R$ 50 de aumento (além de correções inflacionárias), enquanto os trabalhadores reivindicam R$ 200. A estatal deu até o meio-dia para a categoria analisar a proposta e tomar uma decisão.

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