No ar, uma missão quase impossível

Análises

Carlos Melo, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2010 | 00h00

O PPS foi ao ar com a missão quase impossível de fazer por José Serra o que Lula fez por Dilma Rousseff. Além de dizer que o PPS é diferente de "tudo que está aí": é o partido ficha limpa! Faz lembrar o "PT de ontem". Mas nada é tão simples: Roberto Freire não é Lula e, ao contrário de Dilma, Serra não precisa ser apresentado ao eleitor. Ele já é bastante conhecido. Seria o caso de dizer o que pretende. E ele tenta: fala em "modelo de industrialização" em "emprego, em volume e qualidade". Quem compreende isso?

Mais valeria ocupar os dez minutos com uma boa crítica de fundo; demonstrar um absurdo, uma incongruência qualquer ? afinal, existem tantas ?, com princípio, meio e fim. Parece que o PPS preferiu acreditar que bastaria dar visibilidade ao candidato e colher os mesmos resultados do PT. Tudo muito simples. Simples demais!

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