Fernando Bizerra Jr/EFE
Fernando Bizerra Jr/EFE

No Ceará, manifestantes quebram vidraças do gabinete de Cid Gomes

Batalhão de Choque reprimiu a tentativa de invasão com bombas de gás, balas de borracha e com a cavalaria; pelo menos quatro pessoas foram presas

Lauriberto Braga,

20 de junho de 2013 | 23h41

FORTALEZA - Na tentativa de invasão do Palácio da Abolição em Fortaleza, a sede do Governo do Estado, cerca de 200 manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) jogaram garrafas de vidro e quebraram vidraças do gabinete do governador Cid Gomes (PSB), que não estava no local. Uma guarita da segurança foi destruída. Os manifestantes chegaram a ocupar o espelho da água.

O Batalhão de Choque reprimiu a tentativa de invasão com bombas de gás, balas de borracha e com a cavalaria. Houve corre-corre e os policiais prenderam pelo menos quatro pessoas no tumulto. Os manifestantes ao serem dispensados pela Avenida Barão de Studart, que passa em frente ao Palácio, espalharam lixo.

O protesto começou às 18h, quando 5 mil pessoas, a maioria estudantes, saíram da Praça Portugal com destino à Assembleia Legislativa. Lá foram recebidos pela Polícia com bombas de efeito moral. Ainda na Assembleia, os estudantes conseguiram marcar uma audiência com o presidente da Casa, deputado José Albuquerque (PSB), para esta sexta-feira, quando discutirão melhorias para o transporte coletivo no Estado.

Da Assembleia, os manifestantes foram para o Palácio da Abolição. Lá aconteceu mais confronto com a Polícia. A PM prendeu pelo menos 30 pessoas acusadas de incitar a invasão. Eles prestaram depoimento na Delegacia e foram liberados.

Outra manifestação aconteceu em Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza, onde 3 mil pessoas protestaram contra as obras atrasadas na cidade. O movimento foi pacífico, sem registro de violência.

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