No Ceará, petista declara apoio a Cid Gomes, irmão de Ciro

Amigo do tucano Tasso, governador do PSB não foi a nenhum evento público com a petista, alegando problemas pessoais

Carmen Pompeu, ESPECIAL PARA O ESTADO, FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

A petista Dilma Rousseff fez questão de ir ontem à residência oficial do governador do Ceará, Cid Gomes e declarar apoio à sua reeleição. Cid é irmão do deputado Ciro Gomes (PSB), que quer entrar na disputa presidencial, apesar de o presidente Lula anunciar o desejo de dar às eleições de outubro caráter plebiscitário entre Dilma e o tucano José Serra.

Em diversas situações na agenda que cumpriu no Ceará, Dilma disse que Ciro tem todas as credenciais para disputar o quiser e ela não seria empecilho. "Não me incluo entre pessoas que de alguma forma tenham pressionado ele. Acho que a decisão é estrita dele. E vou repetir: ele tem todas as condições para pleitear seja o que seja no País. Ele tem legitimidade para isso", afirmou em entrevista à Rádio Verdes Mares.

Almoço. Cid Gomes não compareceu a nenhum evento público com Dilma. Alegou problemas pessoais e não entrou em detalhes. Nem mesmo sua mulher, Maria Célia, apesar de convidada, foi ao almoço organizado pela presidente do Grupo O Povo de Comunicação, Lucianna Dummar, no Hotel Gran Marquise.

Inicialmente, circulou a informação de que seria um almoço de Dilma com mulheres executivas fechado para a imprensa. Mas, segundo a assessoria do Grupo O Povo, por causa da demora para o início da coletiva, o encontro foi aberto a jornalistas.

Dilma circulou bem à vontade. Foi cumprimentada pelo ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara, ex-tucano que rompeu com o grupo de Tasso Jereissati, e migrou para o PR. Antes, na coletiva, ela anunciou que seus candidatos ao Senado no Ceará são Eunício de Oliveira (PMDB), que já foi ministro das Comunicações no primeiro governo Lula, e José Pimentel, que deixou recentemente a Previdência.

Acontece que Cid Gomes, amigo de Tasso, quer tê-lo em seu palanque em detrimento de Pimentel. Dilma minimizou essa questão e garantiu tratar-se de algo local e, por ela, não haveria problema. "Nós não vamos interferir. São questões locais. Isso é normal do Brasil inteiro."

Ela se queixou de estarem criando muitas conversas sobre suas viagens pelo Brasil. "Acho que há um intuito por trás disso. Podem ter certeza de que eu vou viajar o Brasil inteiro. Podem ter certeza disso."

Questionada se Ciro, ao forçar a candidatura dele, estaria a serviço do PSDB, ela disse: "De maneira alguma. Eu não acredito. Acho que o Ciro Gomes não faz esse papel. Ele não é uma pessoa para ter atitudes menores. Tenho certeza de que ele está a serviço do Brasil", enfatizou a ex-ministra da Casa Civil.

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