No centro, o abandono é maior

A baiana Isabel Almeida Campos, de 62 anos, era uma mulher muito ativa. Trabalhava de empregada doméstica e fazia bicos na feira nos fins de semana, moendo cana. Também participava da paróquia do bairro, em Santa Cecília, região central. Certo dia, ela sumiu. ''Escutei um boato de que estava doente. Demorei para ir visitá-la'', diz a amiga Vera Lúcia Ferreira. ''E, quando fui, ela estava em completo estado de abandono, por causa da dificuldade de locomoção.''Vítima de um câncer, Isabel só consegue andar apoiada na cadeira de rodas e com muita dificuldade. O zelador entrega a comida, distribuída por um programa da Secretaria da Fazenda. ''Mas quem me ajuda mesmo é meu anjo, que aparece aqui duas vezes por semana'', diz Isabel, referindo-se à acompanhante Socorro de Alencar, de 53 anos. ''Faço as compras de supermercado e pago as contas no banco'', conta. ''Outro dia fiz um bolo. Isabel chorou de emoção.''

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