No colégio São Luís, grêmio dá lugar a comitês de alunos

 Os alunos secundaristas do Colégio São Luís, em São Paulo, têm desde 2011 uma experiência diferente do tradicional modelo de grêmio. Estudantes do segundo e do terceiro anos do Ensino Médio escolhem participar de 1 dos 12 comitês representativos da escola, com temas que variam de cidadania e meio ambiente a cultura e tecnologia. O resultado obtido foi que mais pessoas acabaram se envolvendo no cenário político do colégio.

Allan Nascimento, Fernando Arbex e Pedro Sibahi,

13 Dezembro 2013 | 16h21

“Como estamos numa esfera menor, não precisamos nos espelhar no sistema nacional. A falta de hierarquização é uma vantagem”, afirma membro do comitê de Cidadania Renan Simões, de 17 anos, aluno do 2º ano. Ele foi um dos responsáveis pela organização, em 2012, da semana de iniciação política, criada para preparar os alunos para as eleições municipais. Dentro do projeto, ocorreram aulas específicas e debates entre estudantes. 

Segundo o assessor técnico-pedagógico do colégio, Laez Fonseca, o modelo foi idealizado a partir da experiência de que os alunos se sentiam mais motivados em realizar ações em prol dos colegas do que em se reunir em chapas para concorrer ao grêmio tradicional. “O grêmio estudantil deve se organizar a partir da demanda do aluno. Não pode ser algo que o diretor decidiu ou o coordenador”, diz Fonseca.

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