No debate da Globo, indecisos perguntam

Dilma e Serra não poderão formular questões um para o outro no encontro de hoje na TV

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2010 | 00h00

No último e mais esperado debate entre os candidatos à Presidência, que acontece hoje à noite, na TV Globo, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão para uma arena cercados por 80 eleitores indecisos e sem poder fazer perguntas um para o outro.

As regras estabelecidas pela emissora preveem que apenas os convidados - selecionados pelo Ibope e vindos de diferentes Estados - encaminharão as questões.

Os embates entre Dilma e Serra se limitarão aos comentários. Depois de cada resposta de um candidato, o adversário poderá fazer ponderações sobre o que foi falado. Em seguida, vem a tréplica. Resposta, comentário e tréplica terão 2 minutos de duração, cada. O programa terá três blocos. No último, os candidatos farão suas considerações finais, de 2 minutos.

Os eleitores indecisos que participarão do debate tiveram que elaborar cinco perguntas por escrito sobre temas específicos: saúde, educação, meio ambiente, políticas sociais, previdência, investimento em infraestrutura, política econômica, agricultura, saneamento, política externa, corrupção, transportes, desemprego, segurança, habitação, funcionalismo público, impostos, legislação trabalhista e energia. Das 400 questões, serão selecionadas 12 sobre cada tema.

O cenário do debate foi montado de forma que Dilma e Serra possam caminhar pelo estúdio e até se aproximar dos convidados. O sistema, já usado em 2006, quando o presidente Lula e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disputaram o segundo turno, deixa os candidatos mais expostos.

Para o candidato a vice na chapa de Serra, Índio da Costa (DEM), as perguntas encaminhadas por indecisos vai expor melhor as ideias dos candidatos e ajudar os eleitores a se definir. "A estrutura do debate não nos atrapalha. Quanto mais for esclarecedor o debate e quanto mais a população perguntar para os candidatos o que realmente quer saber, melhor. Porque sai de uma guerra entre um candidato e outro, e o contraste vai para o campo das ideias."

O secretário de comunicação do PT, André Vargas, também acredita que o sistema estabelecido vai facilitar a vida do eleitor. "Nós pensamos de um jeito e eles de outro. Nossa opinião sobre privatização e políticas sociais, por exemplo, são completamente diferentes e, no debate, teremos a chance de deixar isso ainda mais claro para o eleitor." / COLABOROU CLARISSA THOMÉ

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