No desfecho Dilma usa Lula; Serra, a biografia

No último dia de propaganda, petista prega continuidade e tucano fala de ''novo Brasil''

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2010 | 00h00

No último dia da propaganda eleitoral, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) recorreram ao que consideram suas principais armas para convencer os eleitores. A petista lançou mão de depoimentos de seu principal cabo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano deu ênfase a sua biografia política.

O filmete de Serra começou com o trecho mais "triunfante" de seu discurso pós-primeiro turno, em que declamou versos do Hino Nacional e pregou um governo de "união". A propaganda pontuou momentos marcantes da vida pessoal e da carreira do tucano, reproduzindo o filme exibido no último programa do primeiro turno. O candidato apareceu com a mulher, Mônica, os dois filhos e os três netos.

O vídeo tucano também reafirmou as principais propostas de campanha - construção de 150 policlínicas, programa Mãe Brasileira de amparo à gestante, salário mínimo de R$ 600 e reajuste de 10% para os aposentados, 400 quilômetros de Metrô, entre outros. Cada meta anunciada era intercalada com depoimentos de eleitores de diferentes regiões do País - a maioria de locais em que Serra aparece atrás nas pesquisas, como Alagoas.

Grávidas e bebês, recorrentes nos primeiros programas do segundo turno, quando ainda fervia a polêmica sobre o aborto que atingiu a campanha adversária, voltaram ontem a povoar a propaganda tucana. "Me preparei bastante para chegar aqui e agora pedir o seu voto no próximo domingo", disse Serra em sua fala mais extensa. "Afinal de contas, pense bem, eu não teria sido eleito e reeleito tantas vezes pelo povo se eu não tivesse trabalhado direito, não é verdade? Pois então, eu peço o seu voto, porque acredito no novo Brasil que está nascendo."

Continuidade. Enquanto Serra falou do "novo Brasil", a propaganda de Dilma pregou a continuidade. O filme petista inicia afirmando que o Brasil já teve 35 presidentes, todos homens. "Homens de todas as origens", prosseguiu o locutor. "Militares, fazendeiros, empresários, políticos. Mas, entre todos eles, somente um veio do povo: Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro operário presidente do Brasil."

Gravata verde, amarela e azul, Lula apareceu para contar sua trajetória até o Palácio do Planalto, as conquistas de seu governo e concluir: "Se houve alguém do meu lado que fez o possível e o impossível para me ajudar nisso, esse alguém foi a Dilma".

As propostas eram apresentadas ao som do Hino Nacional - ora tocado por uma banda de rock, ora por uma jovem flautista, ora por um grupo de forró. Como o tucano, Dilma optou por fazer uma apanhado de suas propostas - Rede Cegonha de apoio às gestantes, ampliação do ProUni e "avanços" na educação, saúde, saneamento e transporte.

Ao final, Dilma pediu "humildemente" votos dos brasileiros. "Com ele, você estará garantindo o avanço desse projeto que melhorou a sua vida e colocou o Brasil em um novo patamar".

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