No DF, demissões, mutirão de limpeza e emergência na saúde

Agnelo Queiroz assume o governo com a missão de apagar imagem deixada pelo escândalo do ''mensalão do DEM''

, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2011 | 00h00

Em seu primeiro dia de governo no DF, o petista Agnelo Queiroz anunciou um mutirão de limpeza nas ruas de Brasília. Antes disso, no próprio sábado, dia da posse, sua primeira ação foi exonerar, por decreto, 15 mil servidores comissionados.

Outro decreto assinado por ele estabeleceu a saúde do DF como situação de emergência. Ele ainda determinou um prazo máximo de cinco dias úteis para a conclusão das concorrências pública das iniciadas no governo anterior, do governador-tampão, Rogério Rosso (PMDB).

No domingo pela manhã, Agnelo reuniu-se com o vice-governador, Tadeu Filippelli, e os secretários de Obras, Meio Ambiente e dos Transportes. Foram escalados 1,1 mil máquinas e três mil homens para diminuir o estrago do abandono dos últimos meses, quando a cidade ficou sem recolhimento de lixo, poda de árvores, corte nos gramados e limpeza das bocas de lobo. "Temos que acabar com o sentimento de abandono e com a sensação de que a cidade está largada", disse. Agnelo prometeu que a operação vai continuar no DF nas próximas semanas.

Pós-mensalão. Agnelo assume o governo com a tarefa de moralizar a política local, que foi alvo de escândalos que resultaram na prisão e afastamento do ex-governador José Roberto Arruda. Ele também tem pela frente o desafio de tentar melhorar os serviços prestados pelo governo, como os dos hospitais públicos, e a conservação de Brasília. "Políticas públicas sem controle transformaram o DF numa desordem, que agora foi derrotada nas urnas. Assumo aqui, agora, compromisso de usar ferramenta esquecida: o planejamento", prometeu em seu discurso de posse.

Referindo-se ao escândalo que ficou conhecido como "mensalão do DEM", Agnelo alertou que "as nuvens tempestuosas de uma das piores crises do DF ainda não se dissiparam". Ele prometeu resgatar o orgulho dos brasilienses. "Não é aceitável que a capital federal seja percebida como sinônimo de corrupção, negociatas e práticas incompatíveis com o serviço público. Não é possível que seja motivo de achincalhe e piada nacional", afirmou.

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