AMANDA PEROBELLI/ESTADAO
AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

No Dia de Doar, ideia é incentivar o engajamento

Comemorador no País desde 2013, data é convite para apoio a projetos de impacto social

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2018 | 03h00

SÃO PAULO - A campanha de arrecadação nem terminou e a advogada Carmen Botelho já comemora. A cooperativa que ajudou a fundar em Ananindeua (PA) conseguiu juntar R$ 8 mil. Agora, ela quer apoiar outras entidades a alcançarem suas metas.

“Temos de mostrar que há coisas boas no País, pessoas dispostas a ajudar.” As doações recebidas pela Coostafe, cooperativa formada por mulheres que cumprem pena, foram catalisadas pela campanha do Dia de Doar, celebrado nesta terça-feira, 27. 

Comemorado no País desde 2013, o Dia de Doar é um convite para apoiar projetos de impacto social. “Todo dia é dia de doar, mas tem um em que a gente celebra isso e faz uma grande mobilização”, afirma João Paulo Vergueiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), parceira da ação. 

A proposta é que as doações, nem sempre divulgadas, “saiam do armário” para criar um ciclo virtuoso de solidariedade. Por isso, o incentivo é para que as doações desta terça-feira sejam publicadas nas redes sociais com a hashtag #diadedoar. No ano passado, o tema ficou entre os mais comentados do Twitter em São Paulo

As contribuições no Dia de Doar podem ser feitas para organizações de todo o Brasil que aderiram à campanha ou em prol de causas pontuais. “Tem gente que doa sangue, cabelos, alimentos. Todo gesto é válido”, diz Vergueiro. 

No caso da Coostafe, as doações em dinheiro recebidas serão usadas na compra de máquinas de costura usadas pelas detentas para confeccionar produtos, como bolsas e bonecas, vendidos lá fora. “As pessoas vivem falando que o País não tem segurança, mas o que fazem para reintegrar?”, diz Carmen. 

Cidadania

O fotógrafo Edu Leporo não espera campanhas para agir. No sábado, estava na Avenida Paulista em um trabalho de auxílio a moradores de rua e seus cães. Foi acompanhado de veterinários e conseguiu com um supermercado o patrocínio para os lanches. “A sensação é de dever cumprido”, diz.

Para José Marcelo Zacchi, secretário-geral do Gife, associação de investidores sociais, o Brasil tem tradição de engajamento com doações, mas ainda com pouca regularidade e estruturação. “Construir um ambiente cidadão e democrático pleno envolve absorver essa cultura.

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