No enterro de Paulo Renato, FHC exalta importância do colaborador

Fernando Henrique diz que contribuições dadas pelo ex-ministro, morto sábado, mudaram rumos da educação no Brasil

Gustavo Uribe, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2011 | 00h00

PAULO RENATO SOUZA 1945 - 2011

O corpo do ex-ministro Paulo Renato Souza foi enterrado na manhã de ontem no Cemitério do Morumbi, zona sul da capital paulista. A cerimônia fúnebre, de cerca de meia hora, foi acompanhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelos ex-governadores José Serra e Alberto Goldman. Todos do PSDB, partido que Paulo Renato ajudou a fundar no final dos anos 80.

Em 1995, ele assumiu o Ministério da Educação no governo FHC e permaneceu no cargo até o final do segundo mandato do ex-presidente, em 2002.

Além dos líderes tucanos, entre eles secretários da atual administração estadual, compareceram ao enterro o presidente do PPS, Roberto Freire, e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A cerimônia começou por volta das 10h sob garoa e frio intenso, mas depois a chuva engrossou e obrigou os presentes a se protegerem embaixo de um toldo.

Antes da cerimônia, Suplicy destacou o mérito do ex-ministro no desenvolvimento de uma política social voltada para a área da educação.

O legado de Paulo Renato também foi ressaltado pelo secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo. "Eu acho que, quando o trabalho é bem feito e quando há competência, ele não é partidarizado", disse. "Paulo Renato teve um papel importante na transformação da educação no Brasil." Após o enterro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso destacou que Paulo Renato ajudou a mudar a realidade educacional no País.

"A educação deve muito ao Paulo Renato Souza", disse FHC. Para Fernando Henrique, o ex-ministro foi "um grande homem" que deixou realizações na promoção de políticas na área social. "O programa Bolsa Escola foi o prelúdio do Bolsa Família", lembrou.

O ex-governador José Serra ressaltou que Paulo Renato era um "amigo muito querido" e enumerou ações da atuação do ex-ministro na educação, como a universalização dos ensinos básico e fundamental e a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Foi uma série de medidas corajosas e inovadoras", afirmou. Serra disse também que a educação no Brasil tem duas etapas: antes e depois de Paulo Renato.

O governador Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil perdeu uma das pessoas que mais fizeram pela educação. "Paulo Renato foi uma pessoa que dedicou sua vida à causa pública no País", afirmou.

Paulo Renato morreu no sábado à noite, aos 65 anos, vítima de infarto em São Roque, cidade do interior paulista.

Até dezembro do ano passado, Paulo Renato comandava a Secretaria Estadual de Habitação. Ele havia sido nomeado na gestões de Serra e Alberto Goldman.

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