Hélio Filho/Secom
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No Espírito Santo, quase 9 mil estão desalojados e desabrigados após chuvas

O número de cidades atingidas pela chuva e que estão em estado de alerta aumentou para 18. Nove pessoas morreram em decorrência dos deslizamentos e alagamentos

Vinícius Rangel, Especial para O Estado

26 de janeiro de 2020 | 19h35

VITÓRIA – A chuva no Espírito Santo já deixou 8.914 desalojados e desabrigados, de acordo com o último relatório divulgado pela Defesa Civil do Estado. O número de cidades atingidas pela chuva e que estão em estado de alerta aumentou para 18. Há riscos de deslizamentos e alagamentos nos municípios. Nove pessoas morreram.

Nas regiões metropolitana e serrana, há riscos de deslizamentos. As informações são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Em Alegre, no sul do Estado, a forte chuva deste fim de semana deixou 2.372 desabrigados. Os moradores foram levados para uma igreja e também para o ginásio de uma escola no distrito de Rive, distante cerca de 190 quilômetros da capital. 

Há ainda a possibilidade de uma barragem no município ceder e atingir a região. Além disso, a energia da cidade foi comprometida. A empresa responsável pelo fornecimento disse que de 240 colaboradores seguem em campo para normalizar os serviços. “O tempo para normalização das operações varia de acordo com a extensão dos danos causados ao sistema elétrico”, disse a EDP, em nota.

A represa de Santa Cruz, em Irupi, se rompeu com a força e a quantidade de água na região e inundou toda a cidade. Em Iconha, foram feitas limpezas nas vias. Já em Alfredo Chaves, 20 militares atuaram também no auxílio de limpeza de ruas e casas. Em Vargem, está sendo feita a construção de ponte provisória em São João do Oriente, que ruiu com as fortes chuvas. 

Cidades em alerta com o Rio Doce 

No fim da tarde deste sábado, 25, a estação de Governador Valadares, em Minas Gerais, atingiu a cota de alerta e é esperado que se atinja também a cota inundação ainda durante a noite deste domingo, 26. O modelo hidrológico aponta que as cheias atingirão o município de Baixo Guandu, cerca de 20 horas após Governador Valadares, Colatina, em 30 horas, e Linhares, em 42 horas. 

Cidade alagada e furtos em lojas

Uma das cidades mais castigadas pelas chuvas durante o fim de semana foi Cachoeiro de Itapemirim. O rio homônimo subiu de nível e invadiu ruas, avenidas, casas e lojas.

Quem estava em casa, como é o caso da atendente de supermercado Rosilene de Souza, de 34 anos, entrou em desespero. “O rio já estava na calçada e invadiu a pista em segundos. Tinham pessoas se arriscando em passar pelo local. A água foi subindo rápido e, quando vimos, ela já estava dentro da nossa casa. Tiramos as coisas na correria, para o andar de cima. Um susto muito grande”, disse.

Outra situação que assustou a população na manhã deste domingo, 26. Um vídeo que circulou na internet mostra a principal Avenida da Cidade completamente cheia de água e lama. Bandidos tentaram saquear lojas da região, mas foram impedidos por três homens que estavam armados com revólveres e pistolas. Eles chegaram a atirar na direção dos saqueadores, que fugiram do local. 

Havia a informação de que os atiradores seriam policiais. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que não reconhece a informação e que não recebeu denúncias, até o momento, dos responsáveis pelos disparos em via pública. Afirmaram ainda que a PM-ES têm atuado "incansavelmente no apoio às comunidades, contando com centenas de policiais militares que, mesmo de folga, possibilitaram o transporte de mais de 100 toneladas de donativos às comunidades atingidas". 

Também por meio de nota, a corporação disse que "medidas inadequadas e ilegais para o controle de eventuais criminosos que se valem da tragédia para o cometimento de crimes  não são compactuadas pela instituição e vão de encontro aos seus valores". "De qualquer modo, é precipitada a afirmação de que os homens que aparecem no vídeo são policiais militares, pois, até agora, nenhum deles foi reconhecido como tal. Se em algum momento essa informação for confirmada, medidas cabíveis serão imediatamente adotadas”.

A Polícia Civil disse que o “caso seguirá sob investigação, com o objetivo de identificar os autores dos furtos e dos disparos de arma de fogo em via pública”.

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