No Estado, só 20% de roubos a condomínios são esclarecidos

Para tentar reduzir esse tipo de crime, ocorrências serão investigadas por delegacia especializada

Mônica Cardoso e Camilla Hadad, O Estadao de S.Paulo

20 Agosto 2009 | 00h00

Dos 32 roubos a condomínios registrados neste ano no Estado de São Paulo, apenas seis foram esclarecidos, o que representa menos de 20%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Desse total, 12 arrastões ocorreram na capital. O órgão não tem estatísticas sobre o número de presos nem de ocorrências nos anos anteriores. Os roubos se referem tanto a arrastões como àqueles praticados em um único apartamento. Para tentar melhorar os números, a secretaria decidiu que as ocorrências serão investigadas pela 4ª Delegacia da Divisão de Investigação de Crimes contra o Patrimônio, subordinada ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). O objetivo é centralizar roubos desse tipo para formar um banco de dados que auxilie nas investigações. "Os crimes patrimoniais crescem dia a dia. Uma das metas da secretaria é combatê-los", afirma o secretário Antonio Ferreira Pinto. "Estamos reformulando o Deic. Se temos um setor especializado em roubos de fiação (luz, telefone), por que não temos um destinado a condomínios?"Antes, esse tipo de crime era encaminhado para o delegado titular da 2ª Delegacia de Roubos e Furtos do próprio Deic, Edson De Santi. Ferreira Pinto também quer a Polícia Civil focada na investigação para identificar as quadrilhas e pretende aumentar o policiamento por rondas e de motos, cuja ação é mais ágil. Os números de roubos a condomínios devem ser muito maiores, alerta Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Até o mês passado, esse tipo de ocorrência era registrado como roubo a residência. A entidade contabiliza 19 arrastões na capital até ontem. FISCAISApós um arrastão em março, que terminou com a prisão de dois assaltantes e a morte de um rapaz, novas medidas de segurança foram adotadas em um condomínio em Perdizes, na região oeste de São Paulo. "Todos os visitantes e prestadores de serviços são identificados. Uma grande mercadoria só é entregue com aviso ou com a presença do morador", explica Dênis Furtado, presidente da comissão de segurança do edifício.Em breve, os moradores vão acessar as imagens das câmeras via internet. "Assim, ganhamos mais ?fiscais?", afirma Furtado.

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