No Guarujá, vereador do PT é assassinado a tiros

Polícia investiga se crime teve motivação política, já que Luiz Romazzini tinha atuação forte no combate a escândalos da região

Zuleide de Barros / GUARUJÁ, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2010 | 00h00

O vereador de Guarujá Luís Carlos Romazzini (PT), de 45 anos, foi morto na madrugada de ontem, após ter sua casa invadida, no distrito de Vicente de Carvalho. O crime ocorreu por volta das 2 horas, quando três homens armados e não identificados já chegaram atirando.

Alvejado com seis tiros, Romazzini ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A esposa do vereador presenciou o crime, quando o casal dormia, tendo a sua atenção despertada pela invasão do imóvel. Ao deixar o quarto, para ver o que estava acontecendo, o vereador já foi recebido a tiros, que atingiram cabeça, abdômen, ombros e pernas.

Treze horas antes da ocorrência, o vereador petista havia comparecido à delegacia para denunciar a invasão de sua residência no dia anterior, mas não chegou a falar em ameaças.

Romazzini era muito atuante e, por esta razão, a polícia não descarta a hipótese de que o homicídio tenha cunho político.

"Apenas uma motocicleta foi levada da residência do vereador, que pode ter sido utilizada para a fuga dos marginais", disse o delegado Sérgio Lemos Nassur, que investiga o caso.

Romazzini era vereador e também atuava como advogado na cidade. Ele teve participação ativa nas investigações do ''Mensalinho do Guarujá'', ocasião em que oito vereadores foram filmados recebendo propinas num suposto esquema de corrupção, com dinheiro que teria sido pago pelo então prefeito Farid Madi, para que aprovassem seus projetos no Legislativo, em 2006. Naquela oportunidade, comentava-se até que a morte de três vereadores vinha sendo tramada.

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