No Haiti, ministros de defesa apóiam prorrogação da Minustah

Em reunião na capital do Haiti, osministros da Defesa dos países que integram a força de paz daOrganização das Nações Unidas (ONU) no país apoiaram o pedidode prorrogação do mandato da missão, feito pelo presidentehaitiano, René Préval, e defendido pelo secretário-geral daONU, Ban Ki-moon. "Fazemos um chamado aos membros do Conselho de Segurançadas Nações Unidas para que reafirmem a disposição de apoiar oprocesso encabeçado pelo presidente René Préval e por seugoverno, na busca de estabelecer as condições de estabilidade esegurança que permitam o desenvolvimento social e econômico dopovo haitiano", afirma a nota dos ministros, reproduzida nosite do Ministério da Defesa. A força de paz da ONU, comandada pelo Brasil, chegou aoHaiti em 2004, após a queda do ex-presidente Jean-BertrandAristide em meio a uma violenta revolta armada. O mandato atualda missão termina no dia 15 de outubro deste ano e suaprorrogação depende da aprovação do Conselho de Segurança. O documento divulgado nesta terça-feira e assinado pelosministros da Defesa de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile,Equador, Guatemala, Paraguai, Peru e Uruguai também faz elogiosaos esforços de Préval para reformar os sistemas judiciário efiscal, além do combate ao "flagelo da corrupção". Depois de sua chegada a Porto Príncipe, na segunda-feira, oministro da Defesa, Nelson Jobim, conheceu as instalações dastropas brasileiras no país caribenho e visitou uma colônia deférias para crianças. Acompanhado dos comandantes da Aeronáutica,tenente-brigadeiro Juniti Saito, e do Exército, general EnzoMartins Peri, o ministro, que também é ex-presidente do STF,rebateu as críticas do representante da Ordem dos Advogados doBrasil (OAB), Aderson Bussinger. Em relatório, Bussinger disse que a força de paz da ONUvalida abusos praticadas pela polícia nacional do Haiti e nãotem caráter humanitário, mas sim de "ocupação". Jobimapressou-se em desqualificar as acusações. "Isso mostra absoluto desconhecimento da situação aqui. Éum voluntarismo típico daquela necessidade de fazer oposição",disse o ministro a jornalistas. "Não faz nenhum sentido (as acusações), basta ver, bastacircular. Seria bom que viesse ver", acrescentou Jobim.

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