No meio do Atlântico, Airbus relatou problemas técnicos

Avião enviou mensagem de "falha no circuito elétrico" enquanto enfrentava turbulência no oceano Atlântico

Agência Estado,

01 de junho de 2009 | 09h41

Os motivos para o desaparecimento do Airbus A330 da Air France, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris, seguem desconhecidos. De acordo com a Aeronáutica, o voo 447, que deveria ter chegado a Paris às 6h10 (horário de Brasília, pode ter tido problemas técnicos. Durante o voo, a 1.228 quilômetros de Natal, a aeronave informou perda de pressurização e falha no sistema elétrico. O diretor de comunicação da companhia, François Brousse, declarou que também é possível que o avião tenha sido atingido por um raio.

 

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O voo 447 levava 126 homens, 82 mulheres, 7 crianças e um bebê, além dos 12 tripulantes - 3 tripulantes técnicos e 9 comissários. O nome dos passageiros ainda não foram divulgados pela companhia. Segundo a companhia, a aeronave entrou em funcionamento em 2005 e recebeu manutenção pela última vez em 16 de abril deste ano.

 

Desaparecimento

 

A fabricante de aeronaves Airbus informou que ofereceu assistência técnica na investigação sobre o desaparecimento do avião. A companhia apontou, porém, que a investigação segue a cargo das autoridades responsáveis e seria "inapropriado" que a empresa levantasse qualquer hipótese sobre as causas do acidente neste momento.

 

O desaparecimento de aviões de telas de radar durante o voo é "raríssimo", segundo disse à BBC Brasil o presidente da Federação Internacional das Associações de controladores de Tráfego Aéreo, IFACTA, na sigla em inglês. De acordo com Mark Baumgartner, ainda é muito cedo para tentar dizer o que pode ter ocorrido com o voo da 447 da Air France.

 

Segundo Baumgartner, já houve desaparecimentos do tipo no passado - como no caso do voo 881 da TWA, que explodiu perto da costa de Long Island segundos depois de desaparecer dos radares - mas são situações raras. Em alguns casos, o avião teve que realizar pouso de emergência no meio do caminho. Para Baumgartner, no caso de uma falha técnica, o avião provavelmente teria tentado pousar em algum lugar no meio do caminho.

 

Veja os contatos feitos pela aeronave:

 

- 19h30 (horário de Brasília) - a aeronave decolou do Aeroporto do Galeão

 

- 22h33 (horário de Brasília) - a aeronave realizou o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III), na posição INTOL que está localizada a 565 quilômetros de Natal (RN). Neste ponto, a aeronave informou que ingressaria no espaço aéreo de Dakar, a 1.228 quilômetros de Natal, às 23h20 (horário de Brasília).

 

- 22h48 (horário de Brasília) - a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta III, de Fernando de Noronha. As informações indicavam que a aeronave voava normalmente a 35.000 pés (11 quilômetros) de altitude e a uma velocidade de 453 KT (840 quilômetros por hora).

 

- 23h20 (horário de Brasília) - este era o horário estimado para o novo contado da aeronave, o que não aconteceu. O Cindacta III informou a falta de contato ao Controle Dakar.

 

- 02h30 (horário de Brasília), desta segunda-feira (dia 1º), o Salvero Recife acionou os meios de busca da Força Aérea Brasileira (FAB), com uma aeronave C-130 Hércules e uma P-95 Bandeirante de patrulha marítima, além do Esquadrão aeroterrestre de Salvamento (PARASAR).

 

- 8h30 (horário de Brasília), desta segunda-feira (dia 1º) - a Air France informou ao Cindacta III que a aproximadamente 100 quilômetros da posição Tasil, a 1.228 quilômetros de Natal, o voo 447 enviou uma mensagem para a companhia informando problemas técnicos na aeronave (perda de pressurização e falha no sistema elétrico).

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