No Morumbi, críticas à polícia

Faixas alertam sobre alto índice de assaltos no bairro

Felipe Oda e Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

15 Julho 2009 | 00h00

Duas ruas no bairro do Morumbi, na zona sul, amanheceram ontem com faixas de alerta sobre crimes e com críticas ao trabalho da polícia no bairro. Em menos de um mês três pessoas foram baleadas na região em assaltos. Duas delas morreram e uma está internada no Hospital São Luiz. As mensagens das faixas, nas Ruas Dom Paulo Pedrosa e Américo Alves Pereira Filho, afirmam que a região, próxima do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, está dominada pela criminalidade. Elas têm imagens que simulam a ação de ladrões. Não há informação do autor da iniciativa, mas moradores atribuem o protesto a parentes e amigos das vítimas. Uma delas, morta em 10 de junho, foi abordada na Rua D. Paulo Pedrosa. O soldado Eriton Rodrigues de Oliveira, de 25 anos, esperava no carro pela namorada quando foi pego por uma dupla de motoqueiros. Ele teria reagido. Segundo a Polícia Civil, Josevilton de Jesus Viana, de 20 anos, foi preso, acusado do crime. Ele foi reconhecido pela companheira de Oliveira. No dia 7, o executivo da Dell Fernando Ferro Antunes de Siqueira morreu após assalto na Rua Adalivia de Toledo, a poucos metros de onde estão as faixas. A polícia trabalha com as hipóteses de execução ou roubo seguido de morte. Também no Morumbi, Ted Jonathan Cifuentes, de 31, levou um tiro na cabeça ao entrar no prédio, dia 25 de junho. Seu estado é grave. A presidente do Conselho de Segurança do Morumbi, Julia Titz, não sabe quem colocou as faixas. "Sou a favor da conversa e não de faixas, mas cada um protesta como quer", disse. Duas associações de bairro também afirmaram não ter relação com a iniciativa. Procurada, uma parente de Cifuentes negou envolvimento. Ontem à noite, segundo moradores, elas haviam sido retiradas. A assessoria do governador José Serra (PSDB) não quis se manifestar. Informou que os dados seriam esclarecidos pela Polícia Militar.

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