Jonathan Campos / Gazeta do Povo
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No Paraná, Dilma é hostilizada durante caminhada no centro

Candidata foi alvo de bexigas com água atiradas de prédios, mas nenhum balão atingiu a presidenciável petista

Julio Cesar Lima ESPECIAL PARA O ESTADO CURITIBA, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2010 | 00h00

Um dia após o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ter sido atingido na cabeça durante uma caminhada na zona oeste do Rio, a petista Dilma Rousseff também foi hostilizada ao fazer campanha ontem de manhã, em Curitiba.

Dilma foi alvo de três bexigas cheias de água atiradas por pessoas que estavam em prédios comerciais localizados no calçadão da Rua 15 de Novembro, na área central da capital paranaense. Nenhum dos balões atingiu a candidata, mas acabaram molhando apoiadores que participavam do ato, acompanhada por cerca de 2 mil pessoas. Uma pessoa não identificada tentou acertar Dilma com uma bandeira, mas também não a atingiu.

Dilma só falou sobre o episódio ao desembarcar em Porto Alegre (RS). A candidata usou a mesma analogia feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sou o (goleiro Roberto) Rojas para ficar fazendo firula com isso", afirmou.

A candidata defendeu que a campanha não pode se pautar por "agressão nem tendências de criar factoides" e aproveitou para alfinetar o adversário tucano. "Não fui eu quem foi lá e disse o que tinha acontecido."

Para a petista, a culpa do acirramento da campanha e dos episódios de agressão contra ela e Serra seria "da direita". "Há um método muito tradicional na política conservadora de direita, que é criar fatos e acusar o lado de lá de violência. É típico de campanha direitista", acusou.

Multa. Durante o ato em Curitiba, o Jeep Wrangler que levava Dilma e uma picape Ford F-1000 usada pelos aliados da candidata foram multados por circularem no calçadão da 15 de Novembro, desrespeitando a legislação municipal. Na capital paranaense, Dilma recebeu um manifesto de apoio à sua candidatura feito por estudantes, agentes culturais e intelectuais do Estado.

Em seu discurso, ao lado de aliados como os senadores eleitos Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) e do candidato derrotado ao governo Osmar Dias (PDT), Dilma cometeu uma gafe, chamando o Estado de Pará em vez de Paraná. / COLABOROU LUCAS AZEVEDO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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