No Paraná, juiz acusado de atentados é libertado

O juiz da 2ª Vara Federal de Umuarama, no Paraná, Jail Benites de Azambuja, de 37 anos, foi libertado anteontem, após prestar depoimento no processo que investiga o atentado contra o juiz da 1ª Vara Federal e diretor do fórum da cidade, Luiz Carlos Canalli, em setembro, e outro, em fevereiro, contra o próprio Azambuja. Ele é acusado de ser mandante do atentado contra Canalli e de ter forjado o outro contra si. Por meio do advogado José Luiz Borges da Silva, ele negou as duas acusações. Azambuja foi preso no sábado. No mesmo dia foi preso seu jardineiro e motorista, Adriano Roberto Vieira, de 28 anos, que confessou ter atirado contra a casa e carros de Canalli. Segundo seu advogado, Antonio Mossurunga, o jardineiro estaria bêbado e teria feito isso para "fazer média com o patrão". Azambuja era investigado, com a ajuda de Canalli, sobre tiros dados contra seu carro. Também haveria um pedido no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para que ele fosse removido de Umuarama. O jardineiro teria dito que pretendia tirar o foco de atenções de Azambuja. Para o atentado contra Canalli, utilizou o carro de Azambuja, que foi flagrado por câmeras. No depoimento, disse que Azambuja não sabia de suas atitudes. ATENTADO EM MINAS Em Minas, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar um suposto atentado contra a juíza Thaís Maria de Mendonça Chaves, da Comarca de Bueno Brandão, no sul do Estado. Anteontem, um explosivo foi atirado contra a sua casa. Ninguém ficou ferido e nenhum suspeito foi preso. Em junho, o carro dela foi incendiado no estacionamento do Fórum do município. COLABOROU EDUARDO KATTAH

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

03 Outubro 2008 | 00h00

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