No quarto dia da greve, lixeiros decidem sobre paralisação

A greve dos lixeiros na cidade de São Paulo entra no quarto dia nesta segunda-feira, 16, quando uma audiência de conciliação entre representantes do Ministério Público do Trabalho, dos trabalhadores e das empresas de limpeza urbana está marcada para às 14 horas no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Diariamente, a capital paulista produz 11 toneladas de lixo, sendo que por conta da paralisação, a estimativa era de que até sábado, 14, pelo menos 6 toneladas de lixo já haviam se acumulado nas ruas da cidade. Segundo reportagem do Estado desta segunda-feira, a Prefeitura decidiu repassar às empresas de coleta todos os prejuízos sofridos com a paralisação do serviço. Desde sexta-feira, a Secretaria de Serviços incumbiu os garis (que não aderiram ao movimento) de fazerem a coleta de lixo, com o uso de 50 caminhões extras. Na noite de sexta, uma liminar concedida pela Justiça da Fazenda Pública de São Paulo já havia obrigado que 70% dos lixeiros voltassem ao trabalho. Por dia, a cidade produz entre 10 mil e 11 mil toneladas de lixo residencial e de estabelecimentos comerciais. Com a liminar e a adoção das medidas emergenciais, cerca de 80% desse montante pôde ser recolhido das ruas. A conta dos trabalhos ainda será computada pela Prefeitura e enviada para a EcoUrbis e a Loga - contratadas por R$ 10 bilhões para executar os serviços de limpeza do município até 2024. A paralisação poderá provocar ainda um prejuízo de R$ 100 mil por dia para cada empresa. Na noite de sexta-feira, a Secretaria de Serviços conseguiu uma outra liminar na Justiça que obriga as concessionárias a cumprirem os contratos integralmente - se não seguirem as determinações judiciais, estarão sujeitas à multa. Os funcionários do serviço de limpeza reivindicam 12% de aumento salarial, fornecimento de lanche, protetor solar e convênio médico gratuito. ?Queremos sensibilizar o segmento patronal para aumentar um pouquinho o salário e diminuir um pouco a cobrança (sobre os funcionários) do convênio?, diz Moacyr Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco). Segundo Pereira, os bairros mais afetados foram os da região central, além do Ipiranga, Jardins, Vila Mariana, Saúde e Vila Clementino.

Agencia Estado,

16 Abril 2007 | 11h50

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