No Recife, parentes são impedidos de ver corpos

No Recife desde a madrugada de ontem, dois dos parentes das vítimas do acidente com o avião da Air France criticaram duramente o que classificaram como "falta de informações e tratamento inadequado" por parte das Polícias Federal e Civil (de Pernambuco) e das Forças Armadas. Marteen Vans Luys e Nelson Maria Farinho foram impedidos de fazer a visualização dos corpos que estão sendo analisados no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco. "Estou me sentindo constrangido. Não temos informações. Eu tenho o direito de ver os corpos. Quero ver se meu filho está lá. É um direito constitucional. Além disso, o Comando da Aeronáutica já está falando em data para encerrar as buscas. Eles não estão sentindo na pele o que eu estou sentindo. Estou indignado com esse limite", afirmou Marinho.Eles chegaram ao Recife sem nenhuma notificação prévia à PF, ao Estado ou às Forças Armadas. Depois de quase meia hora de espera, os familiares foram recebidos por uma comissão de autoridades estaduais, que ressaltou que no atual momento a presença de familiares não ajudará na identificação. O mesmo foi feito pela PF. A FAB informou que está à disposição das famílias para as informações necessárias.Ontem, Pierre-Jean Vandoorne, embaixador nomeado pelo Ministério das Relações Exteriores da França para acompanhar a assistência às famílias das vítimas - de 32 nacionalidade -, partiu para o Brasil. Ele destacou a cooperação entre os dois países.

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