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No Rio, aglomeração fez Guarda Municipal pedir fechamento de bares; sindicato culpa ambulantes

Ruas como a Dias Ferreira e a Ataulfo de Paiva, no Leblon, bairro nobre da zona sul, registraram grande movimento

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2020 | 15h52

RIO - A reabertura de bares e restaurantes no Rio foi marcada por intensa aglomeração de pessoas e levou a Guarda Municipal a solicitar o fechamento de alguns estabelecimentos na noite de quinta-feira, 2. O decreto que autorizava o funcionamento após quase três meses de fechamento estabelecia que os locais abrissem com capacidade de público reduzida e com distanciamento de dois metros entre as mesas, mas isso ficou longe da realidade.

Ruas como a Dias Ferreira e a Ataulfo de Paiva, no Leblon, bairro nobre da zona sul, registraram grande aglomeração nas calçadas em frente a bares tradicionais. Mesmo a área delimitada por um cercado em um dos estabelecimentos apresentava funcionamento fora do que estabelecia o decreto, com até oito pessoas lado a lado em uma das mesas - todas elas sem máscaras.

Ao Estadão, a Prefeitura do Rio informou que a Guarda Municipal percorreu "diversos bairros da cidade" na noite de quinta-feira, constatando aglomeração na Rua Dias Ferreira. "Os agentes determinaram o fechamento de diversos bares", declarou a prefeitura, sem, contanto revelar quais. "Devido ao horário de fechamento e à aglomeração e consumo na rua, todos os estabelecimentos foram orientados e fechar as portas", prosseguiu a nota. Por ora, bares e restaurantes só podem funcionar até às 23h.

O decreto publicado na quinta-feira que permitiu a reabertura dos bares definiu algumas obrigações. Dentre elas está o uso obrigatório de máscara  tanto para clientes como para funcionários. Determinação da prefeitura ressalta ainda que "a máscara só pode ser retirada pelos clientes que estiverem já nas mesas, e exclusivamente nos momentos de refeição", o que invariavelmente não aconteceu.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram muitos frequentadores minimizando a pandemia. "Tudo voltando ao normal, e vai tomar no c... corona!", diz um homem em frente a um bar lotado da Ataulfo de Paiva.

O Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio (SindiRio), que representa dez mil estabelecimentos da cidade, emitiu nota declarando que "é absolutamente contra a aglomeração de pessoas" como a ocorrida em alguns pontos na noite desta quinta-feira, "sobretudo em espaço público, onde bares e restaurantes não exercem controle".

Ainda de acordo com o SindiRio, as cenas registradas não correspondem "ao trabalho sério e comprometido de todos os empresários que abriram suas portas para receber seus clientes, dentro da legalidade, e com todos os protocolos ainda mais rígidos de higiene e de distanciamento".

A nota afirma ainda que "uma classe inteira não pode ser prejudicada pela falta de cooperação de uma pequena parcela da população, estimulada ainda pela presença ilegal e maciça de ambulantes e bancas de jornal abertas vendendo cervejas sem qualquer fiscalização". A Prefeitura do Rio informou que irá intensificar a fiscalização no final de semana.

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