No Rio, alemão é atropelado por barco

Polícia de Paraty ainda não sabe qual embarcação causou a morte

Marcelo Auler, RIO, O Estadao de S.Paulo

02 de janeiro de 2009 | 00h00

O empresário alemão Christian Martin Wölffer, de 69 anos, morreu atropelado por uma embarcação, no dia 31, quando nadava no Saco do Mamaguá, em Paraty. Até o início da noite de ontem, a Capitania dos Portos e a 167ª Delegacia de Polícia de Paraty não sabiam qual embarcação atropelou o empresário. Wölffer, que morava nos Estados Unidos, estava hospedado com o casal Luiz Oswaldo Pastore e Carol Overmeer, no Saco do Mamaguá. Na mesma casa estava o casal de atores da TV Globo Rodrigo Hilbert (o surfista Gregg da novela Três Irmãs) e sua mulher, Fernanda Lima. Wölffer nadava a cerca de 150 metros da areia, por volta das 14h30, quando começou a pedir socorro. Fernanda num caiaque e Hilbert nadando socorreram o alemão. Ele foi levado para a areia e colocado no bote do engenheiro José Kalil Filho, que seguiu para a foz do Rio Perequê Açu, onde carros podem chegar. Segundo a Capitania dos Portos, nenhuma embarcação pode trafegar a menos de 200m da areia. Wölffer não conseguia falar no barco e, segundo o engenheiro informou à polícia, tinha dois cortes nas costas e sangrava muito. Morreu na ambulância a caminho do hospital. Para Kalil, o acidente pode ter sido causado por uma embarcação pequena, que o atingiu em baixa velocidade sem que o piloto percebesse. Segundo o colunista do jornal O Dia Bruno Astuto, amigo dos donos da casa e primeiro a noticiar o fato, a Santa Casa registrou às 15h28 a chegada de um "homem de 69 anos, com 1,87m, olhos verdes, com lesão grave toracolombar". Por se tratar de um óbito, o corpo foi para o Instituto Médico-Legal de Angra dos Reis. Segundo a certidão de óbito, a causa da morte foi uma "anemia aguda por hemorragia interna", possivelmente provocada por "atropelamento no mar por uma lancha". Liberado na tarde do dia 1º, o corpo foi encaminhado ao Rio, onde começou a ser embalsamado para ser levado aos Estados Unidos. Na delegacia de Paraty, o boletim de ocorrência não mencionou a causa do acidente. A Capitania dos Portos, segundo a sua Assessoria de Imprensa, com base nas informações da certidão de óbito, instaurou inquérito para investigar o possível acidente náutico. A informação que chegou à Marinha dava conta de atropelamento por um bote. O casal de artistas, que permanecia no Saco do Mamaguá, evita falar do acidente. Nota distribuída pela assessoria do casal disse apenas que eles estavam "tristes e chocados". "Fizemos o que podíamos mas, para nossa perplexidade e impotência, nada mais poderia ser feito." Hoje, a polícia vai à casa de Pastore ouvir os artistas e outras testemunhas. Ontem, a filha do alemão era esperada no Rio. Segundo o laboratório que cuidou do embalsamamento no Rio, somente amanhã ou na segunda-feira o cadáver estará pronto para voltar aos Estados Unidos. Há 22 anos, na região dos Hamptons, balneário próximo a Nova Iorque, Wölffer, que nasceu em Hamburgo, transformou uma fazenda de batatas em um dos vinhedos mais famosos do mundo, o Wölffer Estate.

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