No Rio, ataques do CV levaram blindados à favela

O caso mais claro de ações federais em questões de segurança ocorreu no Rio, com apoio da Marinha e Exército

Clarissa Thomé / RIO,

02 Novembro 2012 | 11h51

O caso mais claro de ações federais em questões de segurança, constitucionalmente um atributo dos Estados, ocorreu no Rio. Justamente após uma onda de ataques na cidade, ordenada por traficantes presos na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), em novembro de 2010, definiu-se a necessidade de ocupação policial dos Complexos do Alemão e da Penha, principal reduto do Comando Vermelho - ao lado do PCC, as mais conhecidas facções criminosas do País.

Mas a ação necessitava de tropas. Por isso, em 25 de novembro, blindados da Marinha entraram nas favelas transportando PMs. Coube ao Exército controlar a área, enquanto eram formados policiais de 8 UPPs. Os federais só deixaram as favelas em julho, após 1 ano e 7 meses.

Procurados pelo Estado, especialistas em segurança pública consideram válida uma ocupação de favelas paulistanas, como Paraisópolis, nesses moldes "Em vez de a polícia ficar nas ruas esperando os ataques, opta-se acertadamente por ocupar o espaço de onde partem as ordens", afirma Paulo Storani, antropólogo, pesquisador da Universidade Cândido Mendes.

Coordenador do Centro de Estudos de Criminalidade da UFMG, Cláudio Beato Filho defende ocupação permanente de Paraisópolis. "O que está se fazendo agora deveria ser feito no dia a dia." Para o comandante da PM do Rio na época da ocupação, o coronel Mário Sérgio Duarte, "aí sim, com a área sob controle da polícia, que se inicia a retirada de armas do PCC e a quebra de seus braços econômicos". / COLABOROU MARCELO GOMES

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