No Rio, ato por Amarildo reúne 300 e segue até a casa de Cabral

Ativistas caminham da Favela da Rocinha até o Leblon, interditando vias e congestionando a zona sul; não houve violência

Heloisa Aruth Sturm,

02 de agosto de 2013 | 00h36

Cerca de 300 pessoas participaram nesta quinta-feira, 2, à noite de um protesto que começou na Favela da Rocinha, em São Conrado (zona sul do Rio), e seguiu até a casa do governador Sérgio Cabral, no vizinho bairro do Leblon. Os ativistas reclamavam do sumiço do pedreiro Amarildo Dias de Souza, que desapareceu depois de ser detido por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. A manifestação foi pacífica.

Os ativistas seguiram caminhando da favela até as imediações da casa de Cabral, causando a interdição de vias como a Autoestrada Lagoa-Barra e congestionamentos em toda a zona sul. O grupo não foi acompanhado por policiais. Quando chegaram às imediações da casa de Cabral, no Leblon, esses manifestantes eram aguardados por outros, incluindo cerca de 20 manifestantes que permanecem acampados no local desde a noite do último domingo.

Ali, havia policiamento e os ativistas decidiram seguir a pé pelas ruas do Leblon. Às 23 horas, o grupo reunia 150 pessoas, que retornavam para a frente da casa do governador.

 

Sobrinha. Familiares de Amarildo participaram da manifestação, mas não seguiram até a casa de Cabral. Antes de ir ao protesto, a sobrinha de Amarildo, Michelle Lacerda, esteve na sede do Ministério Público Estadual, acompanhada por outros familiares do pedreiro, para saber o andamento das investigações. Segundo ela, não foi dada nenhuma informação, porque o processo está sob sigilo. "Mas nos deram a certeza de que uma resposta vamos ter, e estamos aqui lutando por isso", disse Michelle, já no protesto.

 

Investigação. Uma mancha de sangue encontrada no banco de trás de um carro da Polícia Militar chegou a ser levada para exame – a expectativa é de que poderia ser do pedreiro. Após análise pericial, que incluiu o sangue coletado dos filhos, verificou-se que a amostra não era de Amarildo.Os quatro policiais militares que participaram da abordagem foram transferidos da UPP da Rocinha para a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), no Complexo do Alemão (zona norte).

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