No Rio, construtoras financiam Cabral

Cinco empresas doaram juntas R$ 3,8 milhões, ou 18,4% dos R$ 20,6 milhões recebidos pelo peemedebista

Alfredo Junqueira, Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2010 | 00h00

Construtoras que fazem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio foram as maiores doadoras da campanha do governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB). Cinco empresas doaram juntas R$ 3,8 milhões, ou 18,4% dos R$ 20,6 milhões recebidos. Os dados estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As maiores doadoras foram a Camargo Corrêa e a OAS, que contribuíram com R$ 1 milhão cada. As duas empresas formam um dos quatro consórcios responsáveis pela construção do principal trecho do Arco Rodoviário, que teve orçamento inicial de R$ 800 milhões, mas já chega perto de R$ 1 bilhão. A OAS integra o consórcio que faz as obras de reurbanização e construção do teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte.

Também colaboraram as construtoras Queiroz Galvão (R$ 800 mil) e Carioca Engenharia (R$ 500 mil), que atuam no PAC da Rocinha e no Arco Rodoviário. A EIT-Empresa Industrial e Técnica, que integra o consórcio do PAC de Manguinhos, doou R$ 500 mil.

O governador recebeu R$ 2 milhões de seu comitê financeiro único, diluído em 5.771 pequenas contribuições. Até a noite de ontem, o TSE não informava os doadores ao comitê financeiro.

Bancos. Três bancos fizeram contribuições para Cabral. A maior foi de R$ 700 mil, do Itaú Unibanco, seguido por BMG (R$ 600 mil) e Cruzeiro do Sul (R$ 200 mil).

Candidato derrotado ao Senado, o deputado estadual Jorge Picciani (PMDB) fez 55 doações à campanha de Cabral. Seus dois filhos, Leonardo e Rafael, eleitos para a Câmara e para a Assembleia Legislativa, registraram sete doações. No total, a família Picciani informa ter doado R$ 112,7 mil à campanha de Cabral.

A assessoria do governo disse que "não há impedimento legal" no recebimento de recursos de empreiteiras, que "fazem doações em diferentes Estados".

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