Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

No Rio, escola Tasso da Silveira será reaberta no dia 18

Segundo secretária municipal de Educação, primeira atividade será uma 'cerimônia de reinvenção da escola'

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2011 | 15h21

RIO - Depois de levar flores à escola municipal Tasso da Silveira, onde 12 crianças foram mortas pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira na manhã de quinta-feira, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, anunciou neste domingo, 10, que o colégio será reaberto aos alunos na segunda-feira, 18 de abril. Segundo Cláudia, a primeira atividade será uma "cerimônia de reinvenção da escola", que reunirá alunos, parentes, professores e funcionários. As crianças vão montar um mosaico nos muros, escolher as novas cores da pintura e o melhor lugar para instalar um aquário.

"Queremos que todos sintam que a escola onde houve tanto sofrimento pode voltar a ser enxergada como um espaço maravilhoso", disse a secretária. De terça e sexta-feira desta semana professores e funcionários receberão, na própria escola, assistência psicológica a fim de se prepararem para o recomeço das atividades escolares na semana seguinte.

Pelo segundo dia consecutivo, profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social prestaram atendimento aos alunos da Tasso da Silveira e suas famílias. Os assistentes sociais constataram um alto número de crianças que diz não querer voltar ao colégio. A secretária Cláudia Costin disse que todos os esforços serão feitos para manter as crianças na escola.

Nos casos excepcionais, em que as crianças rejeitam a volta à Tasso da Silveira, a secretaria vai providenciar a transferência para outra instituição da rede municipal, segundo ela. "Não vamos incentivar que as crianças saiam da escola. É importante a criança retornar e ver que aquele é o lugar onde ela foi feliz", disse a secretária.

Depredação. Na madrugada de hoje, a casa onde Wellington Menezes de Oliveira viveu com a família até meados do ano passado, que já tinha sido pichada, foi atacada por vândalos que destruíram o portão com pedradas. Eles tentaram arrombar a entrada da garagem. Um carro da Polícia Militar (PM) passou a fazer a vigilância da rua dia e noite. Uma irmã de Wellington, Rosilane, não é vista na vizinhança deste o dia do massacre. A casa fica perto da escola Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio.

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