No Rio, legenda começa como principal força da Assembleia

Comandado por Indio da Costa, que foi o vice de Serra na disputa de 2010, o PSD terá 12 deputados, superando PMDB e PDT

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2011 | 00h00

Com o registro aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) na noite de quinta-feira, o PSD do Rio nasce como o partido com a maior representação na Assembleia Legislativa (Alerj).

De acordo com o presidente do diretório no Estado, Indio da Costa (ex-DEM), a legenda já conta com 12 deputados estaduais em processo de filiação. PDT e PMDB tinham as maiores bancadas, com 11 cadeiras na Assembleia fluminense cada.

Além dos deputados estaduais, o PSD-RJ também já conta com três representantes do Estado na esfera federal.

"Já somos a maior bancada na Alerj e continuamos conversando com outros deputados estaduais e federais", explicou Índio, que é ex-deputado federal e candidato derrotado a vice na chapa liderada por José Serra (PSDB) à Presidência, no ano passado. O presidente do PSD-RJ foi indicado, na época, pela direção nacional do DEM para compor a chapa do tucano.

As adesões ao novo partido vão extinguir a representação do DEM na Alerj. A única deputada eleita pela legenda nas eleições de 2010, Graça Pereira, foi uma das primeiras a anunciar que se filiará ao novo partido.

A parlamentar, no entanto, tem pendências a resolver na Justiça Eleitoral. Na mesma sessão que aprovou o registro do PSD-RJ, o TRE-RJ condenou Graça Pereira pela prática de assistencialismo político e a tornou inelegível por três anos.

Prioridade. Ainda segundo Índio, o partido terá como prioridade inicial estruturar seus diretórios municipais. Além da capital, o PSD já está consolidado em outras seis das 92 cidades do Estado: Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Maricá, Rio Claro, São João de Meriti e Volta Redonda. Entre os 10 maiores colégios eleitorais do Rio, o partido ainda não está representado em 5.

O presidente do PSD-RJ também estabeleceu como metas a consolidação da aliança com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para isso, o partido só deverá lançar candidatos a prefeito em cidades em que não competirá diretamente com o PMDB.

"Poderíamos ter candidatos em todas as cidades, mas preferimos disputar apenas com nomes viáveis. Mais do que lançar candidatos próprios, nosso objetivo será consolidar a aliança com Cabral", afirmou Índio.

Tucanos. Além do DEM, o PSDB é outro partido de oposição que vem se enfraquecendo no Rio. Ex-presidente do diretório fluminense e prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito se filiou ontem ao PP do senador Francisco Dornelles.

Contraponto

No Legislativo paulista, o PSD ainda não tem a mesma força. Por ora, só dois deputados estaduais estão com Gilberto Kassab: Milton Vieira, que deixa o DEM, e Rita Passos, do PV.

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