No Rio, opositores ligam Sérgio Cabral a milicianos

O debate entre os candidatos ao governo do Rio foi marcado por polêmica e troca de acusações. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que tenta a reeleição, virou alvo de acusações dos adversários, que o acusaram de conflito de interesse e de ser aliado a políticos acusados de integrar quadrilhas de milicianos e traficantes de droga.

Alfredo Junqueira, Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2010 | 00h00

Apadrinhado pelos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, inimigos do peemedebista, Fernando Peregrino (PR) usou todas as suas intervenções para atacar o governador. Fernando Gabeira (PV) ainda tentou falar de projetos para o Estado, mas também lembrou de casos de superfaturamento na Secretaria de Estado de Saúde.

Logo na primeira pergunta do debate, Peregrino citou o fato - revelado pelo Estado em janeiro - da primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo Cabral, ser advogada de empresas concessionárias dos serviços de transporte, como o Metrô e a Supervia. "Quando conheci minha mulher, ela já era advogada. E quando eu sair do governo, ela continuará advogada", alegou Cabral.

Atacado o tempo todo, o governador também não perdeu a chance de atingir seus adversários. Disse que fez levantamento sobre emendas apresentadas por Gabeira na Câmara dos Deputados e que nenhuma iniciativa do parlamentar destinava recursos à saúde ou à segurança.

Cabral também disparou contra Peregrino e seus padrinhos políticos. "É lamentável que você sirva a esse papel", disse o governador ao adversário do PR. Temas como Copa do Mundo e Olimpíada, segurança e saúde entraram no debate apenas para os candidatos trocarem mais críticas e acusações.

O clima pesado no debate se refletiu na plateia, ocupada por aliados políticos dos três candidatos. Convidados de Peregrino e Cabral repetiram as acusações trocadas entre os adversários, com vaias, xingamentos e gritaria.

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