No Rio, promotoria denuncia 42 investigados na Operação Guilhotina

Entre acusados estão 22 policiais militares, nove civis e três traficantes

Central de Notícias,

18 de fevereiro de 2011 | 18h53

SÃO PAULO - A 23ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos Policiais do Rio de Janeiro denunciou, nesta sexta-feira, 18, ao Juízo da 32ª Vara Criminal da Comarca do Rio, Policiais Civis e Militares, além de informantes, identificados na Operação Guilhotina. Eles teriam roubado bens e pertences apreendidos em diligências e operações.

 

Atuando em delegacias ou em posições estratégicas da Segurança Pública, os policiais formavam quatro grupos criminosos, que atuavam independentemente, e se beneficiavam das facilidades proporcionadas pelos cargos que exerciam. Ao todo, serão acusados 22 policiais militares, 9 policiais civis, 3 traficantes e outras 8 pessoas.

 

Cada envolvido será acusado separadamente, de acordo com os crimes que cometeu. Entre as acusações estão crime de formação de quadrilha, corrupção passiva e/ou ativa, peculato e violação de sigilo funcional.

 

Uma das denúncias diz respeito às atividades ilícitas na Favela Roquete Pinto, na zona norte do Rio de Janeiro, principalmente para aquisição de armas e "espólios de guerra". O principal acusado é o ex-subchefe Operacional de Polícia Civil Carlos Antonio Luiz de Oliveira, que teria facilitado as condutas impróprias. Além de Oliveira, foram denunciados policiais civis, policiais militares, traficantes e sete pessoas que controlavam serviços para a população, como distribuição de gás.

 

Outra denúncia envolve policiais civis e policiais militares que teriam se aproveitado de suas posições para se apropriarem bens e dinheiro de criminosos. A denúncia também cita revenda de material apreendido de uma facção para outra e recebimento de propina mensal para repassar informações sobre operações policiais.

 

A terceira denúncia aponta a apropriação de bens de traficantes por policiais militares durante a ocupação do Complexo do Alemão.

 

Por fim, uma quarta denúncia mostra o envolvimento de policiais militares e civis atuando como seguranças privados em estabelecimentos onde eram praticadas atividades ilícitas, como exploração de jogos de azar.

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