No Rio, salva-vidas evitam mais de 500 afogamentos

Mais de 500 banhistas foram salvos de se afogar durante o fim de semana nas praias cariocas, que ficaram lotadas por causa do sol forte e do intenso calor. Segundo o tenente-coronel Marcos Silva, responsável pelo Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros, o número é espantoso: em todo 2001 foram registrados 12.044 casos, e nos primeiros seis dias de 2002 já houve mais de mil atendimentos - quase 600 só no sábado e hoje até o fim da tarde. A Barra da Tijuca liderou, com 213 casos, seguida por Copacabana, com 142, e pelo Piscinão de Ramos, com 72. O terceiro lugar em número de casos de afogamentos para o piscinão, um lago artificial inaugurado pelo governo estadual no fim do ano passado, com cerca de 25 mil metros quadrados e água salgada e despoluída, na poluída praia de Ramos, não surpeendeu. Banhistas das áreas carentes do Rio têm procurado o local, por estar mais próximo de suas casas que a zona sul. De acordo com o comandante do Grupamento Marítimo, cerca de 50 mil pessoas foram até lá no último fim de semana. Somente ontem, segundo Silva, foram 30 mil. A grande procura obrigou o militar a reforçar o atendimento no local. Foram escalados 30 guarda-vidas, quando o número normal é a metade."Está dando um grande trabalho para nós. As famílias vêm para cá e se esquecem de olhar as crianças, a maioria dos casos de afogamentos", disse o tenente-coronel. No sábado, em todas as praias cariocas, houve 382 afogamentos. Hoje, até o fim da tarde, foram feitos 170 registros, mas a expectativa era a de que esse número aumentasse.

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2002 | 18h42

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