No Rio, secretários discutem convocação da Força Nacional

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e o secretário nacional de Segurança, Luiz Fernando Corrêa, discutirão nesta quarta-feira medidas para conter a violência no Estado. No encontro, os secretários devem definir também a convocação da Força Nacional de Segurança para o Rio.Nesta terça-feira, Beltrame disse que os agentes só virão ao Rio depois de estabelecidas medidas específicas para o combate à criminalidade. "Temos que discutir", disse Beltrame, após ser empossado pelo governador do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB).O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), também se mostrou favorável à convocação da Força Nacional de Segurança nesta terça-feira. "Estou convencido de que a Força Nacional de Segurança deve vir para o Rio de Janeiro", disse Cabral. "Quantidade, local e data vão ser definidos na reunião entre o Beltrame e o Luiz Fernando Corrêa". De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Estado, a reunião entre os dois secretários não será aberta à imprensa. O local onde deve ocorrer o encontro também não foi confirmado.Mudanças na legislaçãoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na tarde desta terça-feira mudanças na legislação para evitar novos atos violência praticados pelo crime organizado nas grandes cidades. "Você não pode tratar como crime comum gestos como aqueles que vimos em São Paulo e no Rio de Janeiro", disse. "Isso é anormal". Na primeira entrevista do segundo governo, no Palácio do Planalto, ele não deu detalhes sobre quais pontos da lei que poderiam ser alterados. "Isso significa que a gente vai discutir, se for o caso, mudanças na legislação", afirmou. "Você não pode permitir que alguém entre no ônibus, toque fogo no ônibus, deixe as pessoas morrerem e ache que isso deve ser tratado com certa normalidade".DivergênciasAutoridades chegaram a divergir sobre as causas da onda de violência que atingiu o Rio de Janeiro na semana passada. De acordo com o então secretário de Segurança Pública do Estado, Roberto Precioso, os atentados teriam sido uma reação dos bandidos a possíveis mudanças no sistema penitenciário, por causa da troca de governo. No entanto, para o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, os criminosos agiram em represália às ações das milícias policiais em alguns morros da cidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.