No Rio, sindicato de professores tentará identificar 'infiltrados' em protestos

Segundo o Sepe, que elogia os black blocs, policiais à paisana são os responsáveis pelas provocações nas manifestações

Adriano Barcelos, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2013 | 12h19

RIO - Para evitar infiltrados nos próximos atos do Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe), a instituição estabelecerá um comando, composto por pessoas do sindicato. É parte do que foi definido durante a assembleia da rede municipal de quarta-feira, na Tijuca, como "autodefesa". Segundo a coordenadora-geral Marta Moraes, há o entendimento de que policiais à paisana, conhecidos como P2, estão se misturando aos profissionais de ensino para provocar outros policiais para estimular o revide e a repressão policial. Os professores estão em greve desde 8 de agosto.

A estratégia do Sepe, porém, não se refere aos black blocs. Em ato na manhã desta quinta-feira no Largo do Machado, zona sul do Rio, professores do Estado e do município teceram elogios aos mascarados - descritos como corajosos por evitar agressões de professores durante os últimos protestos. Na segunda-feira, 7, após ato dos professores, mascarados depredaram o centro do Rio.

"Não somos a favor da violência. Somos uma categoria composta em sua maioria de mulheres e há infiltrados que buscam o confronto. Não fazemos avaliação dos black blocs, não somos black blocs. Nossas manifestações têm uma lógica diferente. Mas um mascarado não quer dizer black bloc, pode ser um P2. Já vimos isso acontecer", disse Marta. 

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