No Rio, SIP e Abraji debatem crimes contra jornalistas

RIO

Márcia Vieira, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2010 | 00h00

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) vão debater liberdade de imprensa e impunidade nos crimes contra jornalistas, hoje e amanhã, na PUC -Rio.

Na abertura, membros da SIP e Abraji discutirão questões ligadas ao tema Falhas e brechas da Justiça: como evitar a impunidade nos crimes contra a imprensa. Em 2009, dois jornalistas foram mortos no País. No mundo, foram 133. Honduras e México são os lugares mais perigosos para o trabalho jornalístico atualmente.

"As duas entidades vão assinar um documento com sugestões de como a Justiça poderia se comportar em crimes contra jornalistas", diz Marcelo Moreira, vice-presidente da Abraji e conselheiro do International News Safety Institute (Insi). Amanhã, o tema será Liberdade de imprensa: realidade, obstáculos e soluções.

Jessica Morris, da Anistia Internacional, debaterá com Júlio César Mesquita, do Estado e ex-presidente da SIP, sobre os recursos internacionais que protegem as pessoas em épocas de crise. Serão reforçados os dez princípios da Declaração de Chapultepec, que estabelece "uma imprensa livre como condição fundamental para que as sociedades resolvam os seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam a sua liberdade".

"Não deve existir nenhuma lei ou ato de poder que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa", diz o documento da Conferência Hemisférica sobre Liberdade de Expressão, em Chapultepec, no México, em 1994.

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