No RS, candidatos evitam polêmicas em debate

Tarso, Fogaça e Yeda não citam casos de vazamento da Receita e de espionagem [br]no Estado

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) foram cuidadosos e evitaram assuntos polêmicos, como os recentes casos de vazamento de dados da Receita e de espionagem política no Estado, durante um debate promovido pela TV Pampa anteontem, em Porto Alegre. Também participaram do encontro Pedro Ruas (PSOL), Montserrat Martins (PV), Carlos Schneider (PMN) e Aroldo Medina (PRP).

A governadora Yeda Crusius, que concorre à reeleição, foi pressionada por uma pergunta de Aroldo Medina (PRP), que quis saber a posição dela diante do acesso a dados de políticos e de seus filhos feito de dentro do Palácio Piratini por um sargento da Brigada Militar. A tucana respondeu que seu governo tem dado abertura às investigações e tomado decisões sem esconder nada debaixo do tapete. Não satisfeito, Medina disse se sentir envergonhado pela repercussão fora do Estado dos escândalos políticos ocorridos no Rio Grande do Sul nos últimos anos. O candidato não citou, mas referia-se a desvios de dinheiro no Detran que geraram duas CPIs na Assembleia Legislativa.

Pedro Ruas aproveitou o tempo para a despedida para lembrar que o PSOL denunciou corrupção no Estado em 2009 e ficou "muito só". Também destacou que o partido foi o único que levou para a propaganda o caso do sargento espião. "É algum tipo de comprometimento ou tem algum tipo de situação semelhante?"

Tarso, que lidera as pesquisas com possibilidade de vitória no primeiro turno, preferiu tratar de pecuária quando teve a chance de perguntar a Yeda. O petista chegou a ironizar o que seria a falta de proposta da tucana para a agricultura familiar e as cooperativas. Yeda respondeu que os pequenos agricultores são ouvidos e atendidos pela Secretaria de Relações Institucionais.

Yeda também deixou de lado as polêmicas do governo federal, do qual Tarso fez parte, para questionar o petista sobre relações com os municípios, um dos orgulhos da sua gestão, que regularizou transferências aos prefeitos.

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