No Senado, PT vai tentar comandar Infraestrutura

Partido quer controlar a comissão, cobiçada por PMDB e PSDB, e cogita até pleitear Relações Exteriores, na mira do aliado PTB

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2011 | 00h00

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) afirmou ontem que a bancada petista no Senado não abrirá mão de reivindicar a Comissão de Infraestrutura. O cargo é cobiçado pelo próprio parlamentar, mas estão no páreo PMDB e PSDB, que quer comandar a comissão para fiscalizar obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Diante do impasse, Lindberg acredita que a instalação das comissões será adiada para a próxima semana. "Há uma tensão natural entre o velho e o novo Senado", justificou, lembrando que o PT agora é a segunda maior bancada na Casa. "Não queremos esticar a corda, mas é preciso ver que há uma nova correlação de forças no Senado."

Pela regra da proporcionalidade, a prerrogativa de indicar um nome caberia ao PSDB. Nesse cenário de divergências, os petistas ameaçaram até pleitear a Comissão de Relações Exteriores, que está na mira do aliado PTB.

Até o momento, apenas duas comissões estão definidas, por acordo de lideranças: a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficará com o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), enquanto o petista Delcídio Amaral (MS) assumirá a de Assuntos Econômicos (CAE).

Quanto às demais comissões, não há nada definido, disse Lindberg. O PT considera zeradas as negociações feitas até agora, tendo retirado o apoio ao acordo da semana passada, pelo qual o DEM assumiria a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Se a falta de entendimento persistir, o comando das comissões pendentes será decidido no voto.

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