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No sétimo dia de violência, novos ataques e boatos amedrontam São Paulo

O paulistano acordou esta quinta-feira ainda com medo da violência desencadeada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, que já entra no sétimo dia. Uma série de ataques na capital e em várias cidades do interior, ônibus incendiados e muita boataria contribuem para um clima de desconfiança da população. Apesar do temor, o sistema de transporte e o comércio operam normalmente na capital. As escolas também funcionam.No início da noite de quarta-feira, a população voltou a ficar em pânico com os boatos de que o PCC retomaria os ataques em todo o Estado. Algumas faculdades da capital suspenderam as aulas. Terminais de ônibus nas zonas Leste e Sul foram fechados. O pânico aumentou depois que, por volta das 18h, incêndios e trocas de tiros entre policiais e bandidos voltaram a ocorrer em diferentes cidades do Estado.A PM foi vítima de pelo menos nove ataques. Um dos mais graves, ocorreu em Osasco, onde onze homens armados tentaram invadir pelos fundos a 1ª Companhia do 42º Batalhão da PM. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um dos criminosos conseguiu entrar no prédio e foi morto pelos policiais. Paulo Eduardo Gomes de Oliveira, o Dudu, estava em liberdade condicional desde outubro de 2004. Os outros 10 homens conseguiram fugir numa van branca.Os prédios do Poder Judiciário também voltaram a ser alvos dos criminosos. O fórum de Mogi-Mirim, foi metralhado. Os suspeitos conseguiram fugir. Já em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, policiais do Garra frustraram um atentado a bomba ao fórum e à prefeitura cidade. Franz Carlos de Lima Inácio - suposto líder do PCC na região - e Hélio André dos Santos foram mortos. Com a dupla, a polícia encontrou um mapa do fórum, coletes à prova de balas, armas e dinamites. Em São Bernardo do Campo, no ABCD, uma viatura da PM foi atingida por vários disparos. Ninguém ficou ferido.Os ônibus também voltaram a ser incendiados. O primeiro caso ocorreu às 19h, no Jardim Japão, Zona Norte. Homens armados ordenaram que passageiros e funcionários do coletivo da linha 701 A (Edu Chaves-Vila Madalena) desembarcassem rapidamente. Em seguida, usaram coquetéis molotov para incendiar o veículo. Outros quatro coletivos da linha 675 K (Jardim Nakamura-Metrô Santa Cruz) foram incendiados na Zona Sul.O medo também voltou às universidades. Notícias e boatos sobre novos ataques do PCC fizeram com que as instituições dispensassem seus alunos. A direção das universidades Cásper Líbero, PUC, Mackenzie e Anhembi-Morumbi resolveu encerrar as aulas às 22h. Viaturas da PM acompanharam a saída dos estudantes e funcionários. Como na noite de segunda-feira, as ruas ficaram desertas e muitos estabelecimentos - principalmente bares - resolveram fechar por precaução.Na madrugada, em São Sebastião, no litoral, pelo menos quatro homens, todos encapuzados, armados de espingarda calibre 12 e pistolas, invadiram, às 4 horas da madrugada desta quinta-feira a gráfica do jornal Imprensa Livre. Em Guarulhos, pelo menos nove mortes aconteceram no mesmo bairro, mas a polícia ainda não sabe os crimes têm relação.Em São Paulo, por volta das 4h30, policiais militares interceptaram um Palio cinza que trafegava sobre a Ponte do Piqueri, na Marginal do Tietê, zona oeste. Dentro do carro havia quatro bananas de dinamite. Os dois homens que estavam no veículo saíram atirando contra os policiais militares. Um dos criminosos foi baleado e morto; o outro conseguiu fugir.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 09h10

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