No Sul, Dilma nega sofrer resistência da classe empresarial

Para petista, desoneração de tributos, aumento do crédito e crescimento interno são pontos fortes da administração atual

Elder Ogliari, CAXIAS DO SUL, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

No segundo dia de viagem ao Rio Grande do Sul, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, rejeitou a tese de que candidatos do partido como ela, que vai concorrer à Presidência, sofram resistência da classe empresarial.

Citando pontos que considera fortes da administração atual, como desoneração de tributos durante a crise econômica mundial, redução da pobreza, aumento do crédito e crescimento do mercado interno, entre outros, ela afirmou que o País vive uma era de prosperidade que "não se conhecia antes", na qual o setor produtivo, o comércio e os serviços também são beneficiados.

"Isso contribuiu muito para que os empresários do Brasil vissem hoje com perfeita clareza a importância do governo no que se refere inclusive à sua lucratividade", afirmou, em breve entrevista coletiva antes de iniciar uma palestra para 300 convidados da Câmara da Indústria e Comércio de Caxias do Sul. "Eu acho que nunca no Brasil todos ganharam tanto", reiterou.

Na palestra, a pré-candidata petista voltou a discorrer sobre temas econômicos e atribuiu à gestão atual a retirada de milhões de pessoas da pobreza, aumento das exportações e das reservas internacionais.

Dilma também tratou da economia local ao sugerir que os polos metalmecânico e moveleiro da Serra Gaúcha peguem carona na exploração do pré-sal como fornecedores da indústria naval e ao abrir a possibilidade de, no futuro, o governo incentivar linhas de financiamento específicas para beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida terem acesso à compra de móveis.

Como havia dito anteontem na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), assegurou que as medidas de desoneração da produção com compensação aos municípios da perda de arrecadação mostraram um caminho para a reforma tributária andar. Também deu a entender que num eventual terceiro governo petista, o projeto, que há muitos anos é esperado pelos empresários, pode sair do papel.

Ensaio de campanha. Depois de deixar a Câmara, a ex-ministra alterou a agenda para aceitar um convite da diretoria da Marcopolo e foi visitar a empresa. Percorreu a linha de produção de carroçarias de ônibus cumprimentando trabalhadores. Durante o trajeto, entrou num ônibus e sentou no banco do motorista e se deixou fotografar. No fim da tarde, visitou um projeto social da congregação das Irmãs Scalabrinianas.

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