No sul do Estado, saques a lojas e ataques a tiros

Ainda à espera das tropas federais, cidades do interior continuam a sofrer com a violência. Saques e mortes violentas voltaram a ser registrados ontem na região, onde 2.220 policiais militares estão de braços cruzados desde quinta-feira. O transporte coletivo em cidades como Itabuna e Ilhéus parou, lojas continuaram fechadas, eventos pré-carnavalescos foram cancelados.

Diego Zanchetta - ENVIADO ESPECIAL A ILHÉUS,

05 Fevereiro 2012 | 11h42

Na noite de anteontem, cerca de 30 pessoas fizeram arrastão na Central de Abastecimento de Ilhéus. Na madrugada, lojas tradicionais do centro da cidade foram arrombadas. “Roubaram todo o dinheiro do caixa. Estava na cara que aconteceria isso sem polícia”, contou o lojista Antonio Mascarenhas.

Em Barreiras, no extremo oeste do Estado, duas agências bancárias, uma loja de roupas, uma clínica médica e a sede da TV Oeste, afiliada da Rede Globo, foram atingidas por tiros. Não houve feridos, segundo a SSP.

Vitória da Conquista, no sul do Estado, teve estabelecimentos danificados por vândalos. Lojas do centro e uma agência bancária tiveram as portas quebradas por pedras. Em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, foram registrados três homicídios e, em Itabuna, um duplo homicídio, cometido por homens encapuzados em duas motos. A cidade também teve assalto a joalheria e tiros de metralhadora contra agências. As ruas ficaram desertas e a Guarda Municipal se recusou a trabalhar. Comerciantes e moradores acusam grupos de PMs de ameaçar quem tentar reabrir. Até o Shopping de Itabuna ontem fechou as portas.

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