Noiva e padrinho tentaram fugir dos disparos, diz delegado

Segundo ele, esse seria um indicativo que ambos não sabiam das intenções do assassino

Ângela Lacerda

20 de dezembro de 2010 | 14h21

A noiva e o padrinho assassinados, pelo noivo, na noite deste domingo, 19, em uma festa de casamento na Estrada de Aldeia, no município metropolitano de Camaragibe, em Pernambuco, tentaram evitar os tiros disparados por Rogério Damascena, de 29 anos. A conclusão é do delegado João Britto, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Recife. É um indicativo que ambos não sabiam das intenções do assassino.

 

Segundo o delegado, pela posição do corpo da noiva, Renata Alexandre Silva, 25 anos, de 10 a 15 metros longe dos sapatos, ela deve ter corrido para não ser atingida. Já Marcelo Guimarães, de 40 anos, pode ter tentado se proteger da agressão, pois um dos três tiros que o alvejaram alcançou seu punho esquerdo, logo acima do relógio, dando margem a possibilidade de ele ter tentado bloquear o tiro com a mão.

 

O inquérito será repassado ao delegado do DHPP Ivo Onório, que deve começar a ouvir, ainda hoje, 20, as primeiras testemunhas do crime.

 

O corpo de Rogério foi enterrado, por volta das 13h de hoje, 20, no cemitério Santo Amaro, em Recife, Pernambuco. No mesmo local, já havia sido enterrada, ontem, Renata. Marcelo será enterrado na tarde de hoje no cemitério Morada da Paz, no município metropolitano de paulista.

 

A família de Rogério não falou com a imprensa durante o velório e enterro, mas amigos repetiram a incredulidade e a falta de explicação para a tragédia. Carlos Correia Lima, padrasto de um grande a amigo de Rogério, na casa de quem ele costumava dormir, afirmou que o rapaz era muito calmo, tranquilo e responsável. Rogério e Renata namoravam há cerca de três anos e os amigos descartam a possibilidade de crime passional. "A moça era muito decente", disse Correia Lima.

 

 

O CRIME

 

Rogério matou, na madrugada de domingo, durante sua própria festa de casamento, a noiva, Renata, o amigo e padrinho, Marcelo, e depois atirou contra si, na cabeça, em um condomínio de classe média alta, na Estrada de Aldeia, no município metropolitano de Camaragibe. Um outro convidado também foi ferido pelos disparos, mas não corre risco de vida. A polícia não encontrou a arma. Os dois haviam se casado no civil na sexta-feira, 17.

 

* Colaborou Pedro da Rocha

 

 

 

 

 

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